Apesar da boa recuperação feita no GP de Emilia Romagna, os pilotos da Ferrari continuam pessimistas quanto ao fim de semana do Mónaco e até admitem que a pista do principado vai colocar a nu as fragilidades do SF-25.
Tanto Charles Leclerc como Lewis Hamilton encaram a oitava jornada do Campeonato do Mundo de F1 com poucos motivos para sorrir, tendo em conta o que conhecem do seu monolugar.
Leclerc foi taxativo quanto ao nível de performance que espera no próximo fim de semana:
“Vamos para uma pista que vai expor às nossas fraquezas. Claro que há sempre imprevisibilidade e as afinações são diferentes em relação a outro circuito, por isso esperamos surpreender-nos como fizemos em Imola na corrida”, acrescentou.
Hamilton usou o mesmo diapasão, colocando ênfase na dificuldade que o monolugar da Scuderia tem no tipo de curvas que vai encontrar no Mónaco:
“Temos um carro que é bom nas curvas rápidas, bom nas curvas de velocidade média e talvez não seja tão forte como os outros nas curvas lentas.”
A Ferrari está a trabalhar em atualizações para melhorar a performnce do carro e, segundo o Corriere della Sera os engenheiros italianos estão a trabalhar numa nova versão da suspensão trazeira, que terá sido identificada como a maior fraqueza do carro, um trabalho que só deverá ir para a pista por volta do GP da Grã Bretanha.
As recentes dificuldades da Ferrari estão a ser associadas ao novo diretor técnico Loic Serra, embora o diretor da equipa, Frédéric Vasseur, note que o carro atual já estava 90% completo quando Serra entrou há seis meses, substituindo Enrico Cardile, que se mudou para a Aston Martin. Vasseur admite que foram cometidos erros com o carro, mas sublinha que a equipa continua motivada. Para aumentar os desafios da Ferrari, o chefe de aerodinâmica da McLaren, Giuseppe ‘Pino’ Pesce, terá rejeitado uma oferta para se juntar à equipa.










