A Red Bull tem sido das poucas equipas a não apostar no desenvolvimento de asas de baixo arrasto, usadas em circuitos com longas retas como Monza ou Las Vegas. A gestão do limite orçamental tem levado a essa opção, apesar das queixas de Max Verstappen. Para 2025, a equipa irá estar atenta a essa possibilidade, mas não a coloca como prioridade.
A Red Bull mantém a mente aberta quanto ao desenvolvimento de uma asa traseira de baixa resistência, depois de Max Verstappen ter manifestado a sua frustração com a falta de um design à medida da equipa em 2024. Em vez de criar uma asa traseira dedicada de baixa força descendente, a Red Bull alterou o design existente, o que a deixou em desvantagem em circuitos de alta velocidade, com longas retas.
Verstappen considerou que isso custou à equipa um desempenho valioso, mas reconheceu que, com apenas um ano de vigência dos regulamentos atuais, o investimento pode não valer a pena. O diretor técnico da Red Bull, Pierre Wache, explicou que as restrições orçamentais e as questões de equilíbrio geral do carro influenciaram a sua abordagem.
“Tem a ver com o limite orçamental, mas também com o que encontrámos”, disse Wache ao Motorsport.com. “Não é porque temos uma forma diferente das outras equipas que é pior. Quando se tem um enorme problema de equilíbrio, não sei se a asa traseira foi o principal problema. Vamos analisar isso, o que fazer na próxima época e se encontramos algo melhor. Não descarto os comentários do Max, mas isso não significa necessariamente que encontraremos uma solução melhor”, acrescentou o francês. “Acho que há uma margem entre dizer ‘os outros fizeram isso e é melhor’ e ter a mente aberta. Concordo plenamente com a última parte sobre ter a mente aberta. Temos de ver qual é a melhor solução para o nosso carro. Se encontrarmos uma forma especial para Monza e Las Vegas, mas que seja um décimo mais lenta, porque é que a aceitamos?”










