Gonçalo Henriques em 2023, Hugo Lopes em 2024 foram os dois últimos Pilotos Revelação e são as duas principais esperanças dos ralis nacionais nos próximos tempos. Os grandes pilotos do CPR dos últimos anos, Armindo Araújo, Ricardo Teodósio, José Pedro Fontes, Pedro Meireles, ou estão perto dos 50 anos, ou já lá chegaram, pelo que não vão andar por cá a competir por muito mais tempo, pelo menos a disputar campeonatos na íntegra, pelo que é fundamental para os ralis que surjam pilotos jovens que comecem, a pouco e pouco a ocupar os lugares que eventualmente possam começar a ficar vagos.
Para já, Hugo Lopes e Gonçalo Henriques têm pela frente um programa de três provas no CPR 2025, com o Hyundai Junior Team FPAK, no que se espera ser o princípio do seu caminho no pináculo dos ralis portugueses, e neles depositam-se esperanças que possam dar continuidade aos bons CPR que temos tido na última década.
Este investimento nos jovens, da Hyundai e da FPAK, é das melhores notícias dos últimos anos para os ralis nacionais, e ótimo seria se ambos conseguissem encontrar apoios para estender os seus programas nos ralis.
À sua espera, no CPR, para lá dos pilotos mais consagrados, que aindap por cá vão andar mais algum tempo, estão pilotos como Pedro de Almeida, que tem 27 anos e já boa experiência, Lucas Simões tem também 27 anos, mas está com dificuldades de montar o seu projeto, Miguel Correia teve que ficar de fora da época de 2024, desconhece-se para já se volta em 2025, mas para já não há sinais disso. Aos 33 anos, até aqui já fez um percurso que o colocou a lutar taco-a-taco com os melhores pilotos dos nossos ralis dos últimos tempos.
Bernardo Sousa ainda deu sinais de se ficar pelo CPR, e com 37 anos ainda poderia chegar às lutas pelos títulos, tal como provou com o seu passado nos ralis, mas foi para a velocidade em 2024 com a Toyota.
Resumindo, está a começar a fazer-se a renovação no CPR, era bom que outros bons pilotos que existem e estão a despontar nas duas rodas motrizes conseguissem dar o salto, mas para 2025, o que se desenha, já é muito bom. Espera.-se é que haja continuidade.
Para Hugo Lopes, este reconhecimento é especial: “as vitórias e títulos são importantes, mas ser reconhecido com o Prémio Piloto Revelação FPAK 2024 é, para mim, a conquista mais especial de todas. Um prémio que tem um significado enorme, especialmente num ano com tantas experiências diferentes, desafios, vitórias e também alguns momentos menos bons. Foi um ano quase perfeito, mas o mais importante foi tentar superar sempre as dificuldades e, com muito trabalho e dedicação, ter lutado para ser sempre o melhor. Cada esforço valeu a pena!”










