Max Verstappen não tolera perder e está disposto a fazer tudo o que for necessário para vencer. Se for preciso ir aos limites das regras, o piloto neerlandês não tem qualquer problema em fazê-lo como demonstrado na sua batalha contra Norris no México. Será este o ingrediente necessário para qualquer campeão?
Verstappen acredita ter aperfeiçoado o seu talento ao longo dos anos e agora tem controlo total sobre as suas ações na pista. Embora deteste perder, reconhece quando alguém faz um trabalho melhor. A sua exigência com a Red Bull reflete o seu desejo de manter o mais alto nível, já que, em 2024, enfrentará forte concorrência de McLaren, Ferrari e Mercedes.
“Houve corridas difíceis, jogadas e momentos questionáveis, mas sei o que estou a fazer, tenho o controlo total do que estou a fazer”, insiste. “Por vezes, claro, com um pensamento por detrás. Controlo bem o que estou a executar em pista. Por vezes, é necessário. Farei tudo o que puder para ganhar”.
“Detesto perder”, acrescenta. “Sei reconhecer quando alguém faz um trabalho melhor, mas mesmo assim não é bom perder. É esse o fator determinante – temos de ser melhores. Mesmo quando fomos bem-sucedidos em 2023, queríamos ter mais desempenho. Foi algo que definitivamente nos ensinou muito em 2024”.
Esta sede incontrolável viu-se noutros grandes campeões da F1, tal como Ayrton Senna, Michael Schumacher. Mas outros preferiram outra via: uma postura mais controlada, mais dentro dos limites, como Alain Prost, Jackie Stewart ou até Lewis Hamilton.
A questão que temos hoje está relacionada com os limites: Será que, hoje em dia, um campeão tem mesmo de ir sempre ao limite e, por vezes, um pouco para lá, para conquistar o título? Será este um fator determinante na conquista de um título ou pode um piloto vencer jogando sempre “limpo”, sem necessidade de ir ao limite? E o leitor, gosta mais de pilotos agressivos, que são capazes de tudo, ou pilotos que preferem jogar dentro das regras e não exagerar? Diga-nos o que pensa sobre este tema.









