A Dacia, bem sucedida fabricante romena de automóveis, que como se sabe pertence ao Grupo Renault, está pronta para sua estreia no lendário Rally Dakar, em 2025. Competindo ao lado de gigantes como Toyota, Ford e Mini, a marca planeia usar o evento não apenas como palco de competição, mas também como um “laboratório técnico” para desenvolver tecnologias sustentáveis e comprovar a robustez dos seus veículos.
Apesar de suportados no know how técnico da Prodrive, para encurtar a sua curva de aprendizagem, a Dacia não tem experiência nas provas de todo-o-terreno, muito menos as de resistência, pelo que o facto da Prodrive ter enveredado pelo TT há quatro anos, quando tomou conta do projeto Bahrein Racing X-Treme, gerindo os BRX Hunter, isso dás-lhes uma bagagem que a Dacia se prepara para usar.
Para além disso, há ainda a ajuda da Alpine. Tendo em conta que o Grupo Renault conta com muita gente com conhecimentos especializados, tanto de pessoal como de materiais físicos, isso ajudou a Dacia no rápido desenvolvimento do seu Sandrider. Como se sabe, no Grupo Renault, a marca do ‘motorsport’ é a Alpine Racing, que ‘trata’ da Fórmula 1, WEC e Fórmula E com a Nissan, há ainda os ralis com o Renault Clio Rally3, Rally4, Rally5 e todo este know how está centralizado na Alpine.
Portanto é natural a Dacia ter a ajuda da Alpine, são inúmeros os detalhes em que a ajuda da Alpine tem sido profícua, quer seja com suporte técnico, materiais avançados, análise eletrónica e outros recursos técnicos, que claramente ajudam a maximizar o desempenho dos Dacia Sandrider.
Outro detalhe que acelera a capacidade da Dacia são os seus pilotos, Nasser Al-Attiyah, cinco vezes vencedor do Dakar, um dos maiores nomes da disciplina, Sébastien Loeb, nove vezes campeão mundial de ralis e ‘vice’ do Dakar por três vezes. Cristina Gutiérrez, vencedora da classe Challenger (T3) no Dakar 2024 e outra referência.
Seja como for, a ambição da Dacia é realista, pois apesar de um início promissor no Rali de Marrocos, com uma ‘dobradinha’ a Dacia sabe que o Dakar é “outra música” dada a sua complexidade da navegação.
Seja como for, não nos admiramos muito se triunfarem na estreia, embora a Toyota, Ford e Mini, tenham claramente uma forte palavra a dizer.











