Foi revelado o percurso da 47ª edição do Rali Dakar, evento que promete desafiar amadores e lendas do rali numa jornada que se espera épica pela Arábia Saudita. Sob a batuta do diretor da ASO, David Castera, o evento, marcado de 3 a 17 de janeiro, arranca com um prólogo exigente, 12 etapas de pura adrenalina e uma experiência única: a temida etapa cronometrada de 48 horas, a dura etapa maratona bem como os testes extremos nas areias do mítico ‘Bairro Vazio’, tudo culminando na chegada em Shubaytah.
A largada será em Bisha, com um percurso total de cerca de 7.700 quilómetros, dos quais 5.100 serão dedicados a especiais cronometradas. E aqui vai a grande novidade: cinco etapas inéditas terão trajetos separados para veículos FIM e FIA, cobrindo 45% da distância cronometrada. Entre os favoritos estão os campeões do W2RC, Ross Branch e Nasser Al Attiyah, que encabeçam as listas de partida entre os 340 inscritos.
Mas o Dakar não se limita ao presente. O Dakar Classic promete também um show à parte, com 76 carros e 19 camiões clássicos revisitando o charme de épocas passadas numa competição de regularidade. Enquanto isso, o Mission 1000 Challenge desafiará a tecnologia, colocando cinco veículos ‘futuristas’ à prova no mesmo cenário árduo do rali.
Regresso da etapa de 48 horas
Os participantes já sentiram o gostinho em 2024, mas o Dakar 2025 eleva ainda mais a intensidade da famosa etapa cronometrada de dois dias. Imagine rodar 958 km (FIM) ou 917 km (FIA) no deserto, enfrentando terrenos variados, apenas para ser forçado a uma pausa em acampamentos isolados, sem o menor luxo.
E tudo isso logo no terceiro dia de prova! Sem tempo para respirar, o desafio seguinte é a etapa maratona, que levará os pilotos ao tão esperado descanso em Ha’il, o coração vibrante dos ralis no país, no dia 10 de janeiro.
A segunda semana: onde os sonhos se desconstroem
Se você acha que a primeira metade do Dakar define alguma coisa, prepare-se para mudar de ideias.
A segunda semana traz ainda maiores desafios, com a maioria das especiais em trajetos separados para motos e carros. Esse formato reduz os riscos de ultrapassagens perigosas e obriga os navegadores a confiar apenas nas suas habilidades de navegação, já que não poderão seguir os rastos deixados pelas motos.
O verdadeiro teste chega no Empty Quarter, onde as últimas etapas, especialmente a penúltima, mergulharão os competidores num mar de dunas. O inesperado será regra, não exceção. E o grande final, digno de cinema, acontece em Shubaytah: uma largada em massa e uma última corrida pelas areias que prometem imagens épicas e inesquecíveis.
Com desafios técnicos, terrenos extremos e também surpresas, o Dakar 2025 será, como sempre, mais do que uma corrida, mas sim uma odisseia que gravará novas histórias no lendário mundo dos ralis de todo-o-terreno.











