Grande corrida no Canadá. Dois Safety Car ajudaram, é verdade, mas nunca houve uma grande diferença entre os homens da frente. Max Verstappen (Red Bull RB20/Honda) venceu, a terceira vez no Canadá, mas desta feita não foi nada fácil.
Curiosamente, só mesmo nas derradeiras voltas sentiu que a corrida estava resolvida, depois do último Safety Car, porque até aí teve sempre Lando Norris a ‘morder-lhe’ os calcanhares.
A Red Bull tomou as decisões certas nas alturas certas, fizeram tudo bem, e Verstappen fez o resto em pista, sendo certo que já não domina as corridas como fazia no início da época.
Sexta vitória do ano para o piloto da Red Bull em nove corridas.
Segundo lugar para Lando Norris (McLaren MCL38/Mercedes) no que é o seu regresso aos pódios, sendo segundo como em Imola atrás de Verstappen. Uma boa corrida do piloto inglês que desta feita não teve hipóteses de pressionar mais o piloto da Red Bull, especialmente no final da corrida, embora durante a mesma se tenha aproximado várias vezes.
George Russell (Mercedes F1 W15) termina no pódio uma corrida que partiu da pole, foi o melhor resultado de conjunto do ano da Mercedes, terceiro e quarto, mas Russel cometeu dois erros que o tramaram, mas na verdade, nunca mostrou andamento para mais do que conseguiu.
Como se percebe, três construtores diferentes nas três posições de pódio, Red Bull, McLaren e Mercedes.
Desta feita a ‘fava’ saiu à Ferrari que teve uma corrida horrorosa. É verdade que tudo o que se passou até ao início da corria foi mau para a Scuderia, mas a corrida ainda conseguiu ser pior para os homens dos carros vermelhos.
Lewis Hamilton (Mercedes F1 W15) tinha como melhor resultado até aqui dois 6º postos, foi quarto depois de uma boa corrida, chegando mesmo a estar perto do pódio, antes de Russell voltar para a sua frente já perto do final. Hamilton ficou a 4.915s de Verstappen, o que significa que quatro carros couberam em cinco segundos. O mais equilibrado que tínhamos tido foi 8.6s no Mónaco…
Oscar Piastri (McLaren MCL38/Mercedes) chegou a lutar pelo pódio, mas no último terço da corrida acabou por cair para quinto para trás dos dois Mercedes, que foram às boxes durante o último Safety Car e ficaram com bons pneus para atacar no final da corrida, o que conseguiram.
Fernando Alonso (Aston Martin AMR24/Mercedes) foi sexto, mas teve uma corrida morna, não estando sequer perto de conseguir lutar com os Mercedes, muito menos os McLaren.
Lance Stroll (Aston Martin AMR24/Mercedes) foi sétimo e obteve o seu melhor resultado no Canadá, já tinha sido sexto na Austrália este ano, mas em casa, foi o melhor que conseguiu. Tal como o seu colega de equipa, fez o melhor que os Aston Martin conseguem neste momento, ficar atrás das quatro melhores equipas, desta feita beneficiaram do descalabro da Ferrari.
Yuki Tsunoda (RB VCARB 01/Honda) estava a fazer uma boa corrida nos pontos até que estragou tudo com uma saída de pista já perto do final, caindo para um imerecido 14º posto. Mas as F1 é mesmo assim, erra-se, paga-se muito por isso.
No pólo oposto do seu colega de equipa, Daniel Ricciardo (RB VCARB 01/Honda) marca pontos pela primeira vez este ano. O melhor que tinha conseguido eram dois 12º lugares, foi oitavo no Canadá. Fizeram-lhe bem as críticas de Jacques Villeneuve. Respondeu da melhor forma que podia fazer.
Pierre Gasly (Alpine A524/Renault) foi 10º no Mónaco e voltou a pontuar no Canadá, agora com um nono posto. Nono e 10º é o melhor resultado de conjunto do ano.
Esteban Ocon (Alpine A524/Renault) foi décimo e marca pontos pela segunda vez este ano. Uma boa resposta aos acontecimentos do Mónaco. Ainda assim voltou a apertar Gasly, mas dominou o instinto, e tudo correu bem.
Nico Hülkenberg (Haas VF-24/Ferrari) foi 11º na frente de Kevin Magnussen (Haas VF-24/Ferrari). A equipa bem tentou arriscar uma tática distinta, sendo os únicos a começar a corrida com pneus de chuva, porque pouco tinham a perder, mas cedo se percebeu que de nada valeu, pois apesar de terem ganho muitas posições na fase inicial da corrida, depressa começaram a andar para trás quando sucedeu com a meteorologia precisamente o que se antevia.
Valtteri Bottas (Kick Sauber C44/Ferrari) e Zhou Guanyu (Kick Sauber C44/Ferrari) ficaram na cauda do pelotão, mais uma vez sem pontos. No meio deles ficou Yuki Tsunoda, que lá caiu depois de errar perto do fim da corrida. Quanto aos Ferrari, ficaram abmos pelo cmainho9, explicamos tudo no filme da corrida.
Filme da corrida
Com a chuva a assolar bastante a Ilha de Notre Dame, os dois pilotos da HAAS começaram a corrida com pneus de chuva, face ao resto do pelotão com intermédios, o que lhes permitiu ganhar inúmeras posições nas primeiras voltas.
Lá atrás, Sergio Pérez e Pierre Gasly colidiam e os comissários entenderam “nada a declarar”, incidente de corrida.
Na partida George Russell foi para a frente e por aí ficou com Max Verstappen a persegui-lo de perto, mas sem se aproximar muito até porque na volta 19 cometeu um erro na primeira curva e ficou à mercê de Lando Norris, com os três primeiros, na volta 20, separados por 1.625s, com o pilot da McLaren a passar Verstappen na volta 21, ficando pelo meio muito próximo do líder, 0.324s, passando-o ainda no final dessa volta, antes de iniciarem a volta 22. Um erro de Russell na travagem para a última curva fê-lo cortar a chicane e foi ultrapassado por Max Verstappen.
Pouco depois, na volta 24, Norris abria uma margem de oito segundos para Verstappen.
Na volta 14, Hamilton estava apenas meio segundo atrás de Alonso, mas procurava zonas húmidas para manter os seus pneus intermédios ‘vivos’.
Os Haas partiram lá de trás, mas a chuva não durou e os seus carros tiveram de trocar para intermédios, caindo para os lugares onde partiram.
Charles Leclerc ‘penava’ desde muito cedo com um problema no motor que lhe tirava velocidade de ponta, caindo posições exatamente para onde partira, 11º.
Na volta 25, terceira saída de Logan Sargeant, desta feita batendo forte o que deu bandeiras amarelas no local do acidente, que depressa se tornaram num Safety Car.
Muito pilotos foram às boxes, entre eles o líder da corrida Lando norris, que reentrou em pista em terceiro atrás de Verstappen e Russell. Pneus intermédios para Verstappen, Piastri, Russell enquanto Norris já tinha passado. Verstappen passou a liderar a corrida com Russell e Norris em terceiro, à frente do seu colega de equipa.
Hamilton passou Alonso devido a uma má paragem do Aston Martin.
Se em Miami Norris herdou a liderança quando Verstappen fez a paragem nas boxes – e depois veio o Safety Car, o que significou que Norris fez uma paragem nas boxes relativamente livre e conseguiu reclamar a liderança e depois a vitória. Desta vez, o momento do Safety Car custou um pouco a Norris, que caiu para terceiro.
A Ferrari diz a Leclerc que poderá ter resolvido o problema no motor nas boxes, montou-lhe pneus duros na esperança que não chovesse e pudesse ir com estes pneus até ao fim da corrida.
O Safety Car saiu na volta 29, e a chuva recomeçou a cair, mas a previsão era apenas de duas voltas.
Na volta 32, verstappen tinha 1.108s de avanço para Russell, Norris rodava 2.615 mais atrás.
Na volta 32, Albon, Ocon e Ricciardo estavam todos lado a lado na chicane, e de alguma forma, Albon consegue passar diretamente pelo meio e subir para nono.
Yuki Tsunoda conseguia manter-se na sétima posição, apesar de estar com os seus pneus intermédios originais.
Numa altura que se aproximava o meio da corrida a chuva abrandava e não deveria voltar a chover até ao fim da corrida.
Nessa altura, Sainz deu um toque na traseira do Sauber de Bottas, que era 13º enquanto Leclerc foi novamente às boxes, porque os pneus duros, com a pista ainda muito molhada, obrigou-o a mudar de novo para intermédios.
Por esta altura, o vencedor do GP do Mónaco, era dobrado pelos homens da frente. Como as coisas mudam de uma corrida para outra.
Na volta 39 Verstappen distanciava-se um pouco mais de Russell, Norris estava 1.4s atrás do piloto da Mercedes com Oscar Piastri logo atrás do seu colega de equipa.~Hamilton estava logo ali a 0.4s de Piastri.
Alonso, sexto, estava 12 segundos mais atrás.
Os Ferrari neste momento da corrida estavam em 13º (Sainz) e 19º (Leclerc).
Lando Norris teve uma saída de pista na primeira curva na volta 42, mas não perde a posição. Com isso, Russell também perde tempo para Verstappen ficando a 4.052s
Na volta 43, Leclerc abandona a corrida.
Nesta altura, Gasly troca pneus para duros, para tentar ir até ao fim. Mas estes serão os compostos mais difíceis de usar nas primeiras voltas. A questão seria a partir de quando passavam a valer a pena os pneus duros.
Na volta 44 Hamilton foi à boxe colocar pneus médios e a questão era: será que iriam funcionar? Com todos muito juntos na frente e a terem que ir às boxes, podia fazê-lo ganhar lugares.
Na volta 45, Verstappen e Russell foram às boxes e Norris ficou na frente da corrida. Norris ficou com 20.875 na frente, mas tendo ainda que ir às boxes. A questão era se chegava para ficar na frente…
Não deu porque derrapou na saída das boxes e Verstappen passou o McLaren, que teve apenas um ou dois segundos na frente do Red Bull depois de sair das boxes…
Na volta 50, Russell passa de novo para o segundo lugar suplantando Norris. Hamilton fez um passeio pela relva e perdeu quatro segundos.
Na volta 51, Russell teve uma ligeira saída, e perdeu de novo a posição para Norris, que voltou ao segundo lugar. Quem ganhou com isso foi Verstappen que abriu para 5.6.s a sua margem na frente.
Na volta 53, Pérez bateu e danificou a asa e teve que ir às boxes.
Toque entre Alex Albon e Carlos Sainz leva à entrada de novo Safety Car. O espanhol saiu no mesmo sítio que Pérez e levou consigo Albon. O espanhol também abandonou, dois Ferrari de fora e a confirmação de um fim de semana préssimo para a Scuderia. Dois Williams e dois Ferrari de fora.
Russell e Hamilton foram de novo às boxes, e rumaram à fase decisiva da corrida com pneus mais novos que a concorrência. Russell caiu para quarto na frente de Hamilton.
Safety Car saiu na volta 59, Verstappen ganha rapidamente vantagem, em meia volta quase dois segundos. Norris reagiu, mas Verstappen estava fora do DRS.
Na volta 63 Russell atacou forte Piastri mas não consegui passá-lo, na volta seguinte no mesmo sítio tocaram-se e Russel foi pela chicane. Não ficaram lá os dois por acaso…
Lá na frente, quase três segundos de avanço de Verstappen para Norris.
Hamilton passou Russell e logo de seguida, Piastri subindo para terceiro.
Na volta 66 Russel passou Piastri e pocuo depois passou Hamilton novamente na travagem para a chicane antes da meta.
Na volta 67, Tsunoda saiu de pista e caiu para 14º, com um dos HAAS causa a bater-lhe de lado.
A corrida terminou com mais um triunfo de Verstappen, um pódio com três equipas distintas e 4.9s a separar os quatro primeiros, um recorde absoluto este ano.

Mais info dentro de momentos
FOTO MPSA/Phillippe Nanchino











