F1, Max Verstappen: “Não vou continuar durante mais 10 anos se estiver a fazer 24 corridas”

Por a 29 Fevereiro 2024 19:00

A temporada mais longa da história da Fórmula 1 está prestes a arrancar e Max Verstappen aproveitou para avisar os responsáveis do mundial que a competição não tem muito a ver com a quantidade de corridas, mas sim a qualidade, afirmando ao mesmo tempo que o “limite” já foi ultrapassado com 24 corridas agendadas para este ano. 

“Sinto que já ultrapassamos o limite de corridas”, afirmou o tricampeão do Mundo de Fórmula 1, em antevisão à prova de abertura da temporada de 2024 no Barém. “Sei que ainda sou muito jovem, mas também sei que não vou continuar durante mais 10 anos se estiver a fazer 24 corridas”. 

Verstappen recordou que “o que está em causa é a qualidade em vez da quantidade e já o disse antes, isto não é sustentável”. O piloto neerlandês insistiu ainda que gosta muito “de correr e faço-o muito também fora da F1, mas a certa altura começa-se a olhar para a qualidade de vida e para quanto se está fora [de casa], a fazer o desporto que se gosta e, a certa altura, preferia estar em casa e concentrar-me noutros projetos. Isto é uma loucura, sabe-se o quanto se tem de fazer por isto e eu adoro, agora não é um problema, no entanto sei que daqui a uns anos será muito diferente”.

Max Verstappen explicou que colocar em hipótese a substituição de pilotos durante a temporada para se aumentar no número de provas a realizar é “um pouco louco”, reforçando que o seu sentimento sobre a quantidade de corridas por ano é partilhado por outros pilotos, “mas a F1 é que decide o que quer fazer com o seu desporto”.

Ainda assim, o neerlandês considera que seria uma “pena” se os pilotos “começarem a encurtar as suas carreiras porque é demasiado” e espera que se possa “refletir sobre isso no futuro”.

FOTO MPSA/Phillippe Nanchino

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10 comentários

  1. fabiocostavck

    29 Fevereiro, 2024 at 10:35

    Não consigo entender esta panca dos pilotos com o número de corridas.
    São uns priveligiados por poderem conduzir os carros mais rápidos do mundo, tem mais férias que 90% das pessoas no mundo e acham que trabalham muito.

    • Pity

      29 Fevereiro, 2024 at 10:56

      Penso que você, como a esmagadora maioria das pessoas, trabalha num só lugar e vai todos dias dormir a casa. Os pilotos e todo o restante pessoal das equipas, fazem milhares de quilómetros de avião, muitos deles em fusos horários extremos, com poucos dias de intervalo, o que não é bom para a saúde física e mental. Os pilotos, ainda assim, são os mais sortudos, porque os mecânicos são as maiores vítimas, já que em corridas em semanas consecutivas, mal têm tempo de descansar. Acredito que o Max e os outros pilotos que reclamam, não o fazem só por eles, mas por toda a equipa, só que as palavras deles têm mais visibilidade do que a dum mecânico ou engenheiro.

      • fabiocostavck

        29 Fevereiro, 2024 at 13:48

        Em certa parte concordo, mas já sabem que uma profissão ligada a este ramo envolve este tipo de coisas. Há profissões que ainda são piores.
        Se calhar foi o meu lado de fã que fica entediado quando não há um fim de semana de F1 que falou mais alto, mas ultimamente vejo muitas queixas quanto a coisas que antigamente não se via e isso de certa forma deixa-me chateado. É a nova geração e só tenho de me adaptar a ela

        • Pity

          29 Fevereiro, 2024 at 15:07

          Eu sou uma fã das que não falha um treino sequer, excepção feita às madrugadas, em que só vejo, em directo, a qualificação e a corrida, mas considero que há corridas a mais, perdeu-se aquele sentimento de “hoje é dia de corrida” que tínhamos quando o campeonato tinha 16 corridas. Hoje é mais “hoje não o posso ir, há F1” se me faço entender. Banalizou-se a F1.

      • simiao jms

        29 Fevereiro, 2024 at 17:48

        E ganham o ordenado mínimo, não têm seg.social, não podem levar os filhos á escola, dormem ao relento, nao têm subsídios… não há que ter pena, é uma opção de trabalho, bem pago.

    • Manuel CCCCC

      29 Fevereiro, 2024 at 20:16

      E arriscam a vida…

  2. [email protected]

    1 Março, 2024 at 3:03

    E quando havia dois carros por piloto, motor para treinos, motor para qualificação, motor para corrida…
    Que correria desses mecanicos e demais membros da equipa…

  3. Nostradamus

    1 Março, 2024 at 4:48

    No Mundo da F1,se trabalha ao redor de 25 semanas por Ano,dentro do núcleo que necessita deslocar-se as pistas.Trabalham num ambiente de LOGÍSTICA dos mais desenvolvidos no Mundo.Para quem tenha o mínimo conhecimento do funcionamento ds bastidores da F1 atual,percerá que fora os mecânicos (de garagem) e pilotos,60% do pessoal trabalha em regime ROTATÍVO,muitas vezes estão a montar as boxes e as instalações de apoio em DOIS CIRCUITOS diferentes ao mesmo tempo.Nao sao sempre os mesmos a desmontar e montar o Circo de corrida para corrida.Principalmente em semanas seguidas de competição.Para além disso,TODOS dispõem de assistência Médica (nutricionistas,fisioterapeutas,etc),uma rede de tranportes e acomodagem de primeira linha,um serviço de catering que inclui em alguns casos Chefes c estrelas Michelin,e claro,tendo as equipas dos melhore profissionais nas áreas respectivas,sao PRINCIPESCAMENTE pagos.Com seguros altíssimos e vantagems (regalías) sociais de excelência.A disciplina de F1 é das mais vigíadas em termos de cumprimento de regras que PROTEJAM a integridade física/mental dos intervinientes directos.
    Pensar que são uns “coitadinhos” porque “não vao dormir a casa”..é gozar com o mecânico aonde todos nós vamos e com os montadores de tendas lá das feiras da terrinha.
    O Max,chora de barriga cheia.Apenas isso…..

    • Ricfil

      1 Março, 2024 at 14:22

      E ainda estou para ver o dia em que um piloto diga : “Eu não ligo ao dinheiro, prefiro auferir 820€/mês (fora descontos) e ir dormir a casa.” – para os que “não pensam só no dinheiro”, conforme referido acima.

      Taditos deles pá…

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