Pedro Almeida e Mário Castro (Skoda Fabia Rally2 evo) ficaram pelo caminho logo antes do primeiro troço da prova, depois de um ligeiro acidente nos reconhecimentos que deixou Mário Castro com algumas mazelas físicas. Ainda fizeram o shakedown e o qualifying tentando perceber se era possível disputar o rali, mas ficaram por ali: “Tomamos a decisão difícil, mas sensata de não prosseguir, porque era impossível continuar”, explicou Pedro Almeida. Já Mário Castro disse depois que “durante os reconhecimentos tivemos um acidente, batemos forte numa árvore e eu fiquei com lesões no esterno e costelas. Felizmente o Pedro não sofreu nada.
Eu fiz tudo o que podia para conseguir fazer o rali. Inclusive fomos fazer o free practice e o Qualifying mas logo aí senti muitas dores e quase não conseguia ditar notas, tal o sofrimento. Mesmo assim decidi tentar fazer a primeira especial e arrancamos para o rali, mas ainda durante a ligação, e já à entrada para a especial eu não estava nada bem e então optamos por nem sequer entrar na classificativa. Não queria nada que tivéssemos este desfecho mas não tive alternativa. Aproveito desde já para agradecer todas as mensagens de apoio que tenho recebido. Resta agora ver se consigo estar apto para o Rali do Algarve”, explicou Mário Castro.
São assim os ‘homens’ dos ralis. A paixão é tanta pela modalidade que vão para lá dos limites do impossível, mesmo em sofrimento físico. A paixão pelos ralis é mais forte que a dor, mas há limites para tudo, e agora o importante é voltar depressa e ainda com mais força. Cada quilómetro nos ralis não deve ser uma batalha contra a dor, mas sim pelo prazer e pela paixão de correr. Os 350 ralis de Mário Castro ficam para a próxima…











