O Drive to Survive, ‘docuseries’ sobre as temporadas de F1, que arrancou em 2019, teve um impacto muito positivo e significativo na F1, expandindo a base de adeptos, rejuvenescendo a marca e aumentando o engajamento com novas gerações. Apesar de algumas críticas, a série é considerada um sucesso e contribuiu claramente para o crescimento e popularidade da F1 em todo o mundo.
Através de sua narrativa envolvente e acesso aos bastidores, a série atraiu novos públicos, especialmente em mercados tradicionalmente menos interessados na F1, como os Estados Unidos. Estima-se que a série tenha atraído mais de 40 milhões de novos fãs para a F1, impulsionando um aumento significativo na audiência global das corridas.
Drive to Survive foi particularmente eficaz em atrair um público mais jovem, utilizando uma linguagem e estilo que ressoam com as novas gerações. A série apresenta os pilotos e as equipas de uma forma mais humana, criando mais facilmente uma ligação emocional com os adeptos.
Essa ligação traduz-se em um maior interesse, curiosidade em acompanhar as corridas, e mesmo comprar produtos da F1 e participar de eventos e atividades relacionadas.
Sem dúvida que o Drive to Survive contribuiu para a modernização da imagem da F1, afastando-se da percepção de ser um desporto elitista e inacessível.
Logicamente, o Drive to Survive também beneficiou as equipas e pilotos da F1, proporcionando-lhes maior visibilidade e reconhecimento global. A série permite que os fãs se liguem aos pilotos a um nível mais pessoal, aumentando a popularidade e o apoio aos seus pilotos favoritos.
Mas também houve críticas pela excessiva dramatização, existindo muitas situações nos documentários em que deixaram transparecer ‘crises’ ou ‘situações’ que na realidade não existiam, mas imagens editadas fora do contexto faziam parecer que sim. Claramente a série exagerou algumas rivalidades e criou artificialmente drama, distorcendo a realidade.
A sexta temporada de Drive to Survive estará na Netflix na próxima sexta-feira, 23 de fevereiro, tem 10 episódios, acompanha todas as 10 equipas ao longo da temporada, haverá, naturalmente, destaques, e os principais acontecimentos laterais às pistas serão abordados.
Recorde-se que os testes de pré-temporada na Fórmula 1 começam na quarta-feira, 21 de fevereiro, no Bahrein e duram três dias, no último, 23 de fevereiro, começa o Drive to survive. As equipas entram em ação uma semana depois, com a corrida de abertura da temporada a decorrer no sábado, 2 de março, às 15h00, hora de Portugal continental.











