Este rali é o perfeito exemplo da forma como o sistema de pontos se ‘desligou’ totalmente do vencedor do rali. Curiosamente, Elfyn Evans é um dos principais críticos do sistema, mas nas duas primeiras provas funcionou muito bem a seu favor. Evans terminou em terceiro em Monte Carlo e conquistou 21 pontos no fim de semana. Com o antigo sistema de pontos, teria recebido quatro pontos a menos.
Neste rali, Evans somou 24 pontos, 13 no sábado, 7 no domingo (venceu o dia) e 4 na Power Stage.
Com o sistema antigo teria somado 22: “O novo sistema é uma piada, apenas diminui o valor da vitória. E isso é o mais significativo para mim”, disse antes do começo do Rali da Suécia.
Notório, neste Rali da Suécia é o facto do vencedor do Rali, Esapekka Lappi ter somado apenas 19 pontos, 18 da liderança de sábado e mais um na Power Stage. Isto explica-se de forma fácil: Lappi não faz todo o campeonato, só algumas provas, pelo que não precisou de procurar pontos e atacar no domingo nem na Power Stage, preferindo levar, e bem, o carro até ao fim. O objetivo era ganhar, não os pontos.
Quanto a Evans, foi terceiro no sábado depois do atraso, lutou para isso e venceu no domingo, e ainda quase venceu a Power Stage, pois ficou a 0.1s de Kalle Rovanpera.
O que este sistema de pontos nos traz é lutas ao domingo, permite que, quem tenha problemas cedo na prova ainda possa ir buscar pontos: Ott Tanak somou seis, Kalle Rovanpera, 11 e Takamoto Katsuta, 3. Uns gostam, outros nem por isso, mas a verdade é que abre muito mais possibilidades para as contas do campeonato.












Não consigo perceber como o segundo classificado, leva mais pontos que o primeiro….
Mais uma aberração no sistema de pontos! Aumentaram a penalização no tempo adicionado em SR para não ser possível um piloto ganhar e receber pontos por isso, mas depois fazem isto, na minha opinião, é alterar a verdade desportiva. Se querem aumentar a luta atribuem 1 ponto por cada PEC ganha.
Não esquecer que Lappi fez quase metade do Rali a 50%….
Os pontos estavam lá, ele por gestão imperiosa não os quis, e seguiu a 50%…
E os pontos mais naturais a um vencedor…. fugiram.
Talvez não seja assim tão injusto….
Se o Lappi quisesse arriscar teria com certeza ido buscar mais alguns pontos no Super Sunday e na Power Stage, mas optou por não o fazer, e na minha opinião muito bem, porque o que fica na história é que venceu o rali da Suécia 2024. Este sistema pode em alguns casos trazer alguma injustiça, mas o seu objetivo é não ter carros a ‘deslizar’ no domingo até à Power Stage e isso aconteceu com sucesso neste rali. Quem só vê os resultados finais fica indignado, quem gosta de ver cada classificativa na TV, percebe o que se pretende e… Ler mais »