A aerodinâmica sempre foi uma das partes mais sensíveis e importantes dos carros de Fórmula 1, tendo um maior peso com os atuais regulamentos técnicos. É principalmente nesta área que as equipas se focam para conseguir ganhos relativamente imediatos de performance e os túneis de vento têm uma importância crucial neste desenvolvimento. É lá que as novas soluções são testadas, assim como em simulador e CFD para depois serem validadas em pista. No entanto, para a Alpine um novo túnel de vento não é uma prioridade neste momento, tendo-o sido quando ainda era Cyril Abiteboul o líder da então Renault. Para o responsável atual, Bruno Famin, esta é uma falsa questão, preferindo focar-se noutras ferramentas.
Muitas vezes ouvimos falar de problemas de correlação, que não são mais que discrepâncias entre os dados que são recolhidos no túnel de vento e noutras ferramentas de simulação e os dados recolhidos em pista. Se houver problemas de correlação, as melhorias não têm os efeitos esperados, atrasando a evolução do carro.
Em 2019, a Renault sentiu que precisava fazer alterações ao seu túnel de vento para conseguir as melhorias necessárias para o futuro a médio prazo e para tal, teve de encerrar a sua instalação durante algumas semanas, o que afetou o ritmo do desenvolvimento do monolugar. Agora, sob a liderança de Famin outras ferramentas estão na ordem do dia na Alpine.”Estamos a investir em novos equipamentos de simulação. E isso é uma prioridade para nós”, disse Famin, citado pelo Motorsport-Total. “E muito mais do que o túnel de vento”.
A Alpine ainda utiliza as instalações de Enstone que foram construídas para a Benetton e o seu túnel de vento sobreviveu a todas as mudanças desde que passou a ser Renault, depois Lotus, novamente Renault e agora Alpine. E, como referimos antes, teve de fazer atualizações nesta instalação extremamente valiosa, parando o desenvolvimento do carro e com isso perdendo desempenho em pista. Neste período, foram várias as equipas que construíram novos túneis de vento.
O novo simulador da Alpine deverá estar operacional em 2026.











