Foi uma das primeiras polémicas do ano na F1, com a FIA a ficar mal na fotografia. A segunda jornada do campeonato do mundo de F1 ficou marcada pela penalização a Fernando Alonso. O GP da Arábia Saudita teve como vencedor Sergio Pérez, a primeira de duas vitória em 2023, numa altura em que ainda se mostrava capaz de lutar pelo título com Max Verstappen, mas a prova ficou marcada por decisões algo caricatas por parte dos comissários e do race control.
Primeiro, a entrada do Safety Car, quando o Aston Martin de Lance Stroll ficou parado numa zona em que justificava apenas o VSC. A FIA afirmou que a decisão foi tomada porque o GPS dava o carro em pista, apesar de ser visível pela transmissão que não estava.
Segundo, a penalização de Fernando Alonso. O espanhol parou na volta 18 e já havia suspeitas de uma ilegalidade, pois a Mercedes avisou George Russell que Alonso poderia ser penalizado. Foi preciso esperar pelo fim da cerimónia do pódio para termos uma decisão.
Fernando Alonso terminou a corrida na terceira posição, mas foi-lhe aplicada uma penalização de 10 segundos. Segundo os comissários, quando o piloto cumpriu a primeira penalização de cinco segundos na paragem para troca de pneus (por posição incorreta na grelha de partida), o macaco traseiro teria tocado no monolugar da Aston Martin, o que motivou nova penalização. A situação aconteceu na volta 18, e a decisão foi tomada apenas no final de uma corrida de 50 voltas, com a cerimónia do pódio a decorrer. Horas depois, a decisão foi anulada.
A Aston Martin apresentou sete precedentes em que houve contacto com o carro sem que nenhuma penalização fosse imposta. Neste caso, referiam-se aos macacos da frente que tocaram no carro aquando da chegada dos carros à box, sem que isso fosse considerado um contacto que motive penalização. Segundo a The Race, foi estabelecido em reuniões anteriores do comité consultivo desportivo que o macaco da frente pode tocar no carro em tais circunstâncias porque é utilizado para guiar o posicionamento do carro na caixa da box. Assim, os comissários aceitaram que era preciso usar o mesmo critério com o macaco traseiro.
Alonso manteve assim o seu terceiro lugar em Jidá e o seu 100º lugar no pódio da carreira de F1.











