Depois de cumprir 100 dias obrigatórios de confidencialidade, não podendo falar publicamente sobre os rumores à volta da entrada da Audi na Fórmula 1 em 2026 em parceria com a Sauber, o novo diretor executivo da marca germânica, Gernot Dollner, confirmou a manutenção do programa.
Jürgen Rittersberger, membro do conselho de administração da Audi e responsável pelo departamento financeiro e jurídico, tinha confirmado que não havia qualquer desvio às intenções da marca de competir na disciplina rainha da FIA como equipa de fábrica em 2026, negando a especulação que circulava na altura e que dava conta da possibilidade da Porsche poder tomar o lugar da marca “irmã” e avançar com o programa em seu nome ou, como publicou o jornal finlandês Iltalehti, a Toyota poderia estar interessada numa parceria com a Sauber, competindo na Fórmula 1 com motores próprios que seriam ainda fornecidos à McLaren.
Quebrando o silêncio imposto pela tomada de posse na Audi, Dollner esclareceu à publicação Handelsblatt que “há uma decisão clara do conselho de administração e dos conselhos de supervisão da Audi e da Volkswagen que a Audi entrará na Fórmula 1 em 2026. O plano está a ser cumprido”.
Garantindo que tudo está a decorrer como planeado, as declarações de Dollner vão ao encontro do que tinha dito o representante da Sauber, Alessandro Alunni Bravi, em novembro. “A Audi tem um forte compromisso com a Fórmula 1 e, claro, com a Sauber. Este compromisso resulta de uma decisão não só da direção da Audi, mas também do conselho consultivo da Audi e do Conselho de Supervisão da Audi/Volkswagen”, disse na altura o responsável da equipa suíça, que verá as suas ações a serem compradas pela marca alemã.
Com algumas questões financeiras para resolver na Audi, o novo diretor executivo pretende economizar no uso de materiais na produção dos veículos de estrada, mas não considera que a entrada na Fórmula 1 possa ser um gasto excessivo de dinheiro, afirmando que é um bom caminho para aumentar as vendas nos “EUA e noutros mercados”, acrescentando que a Audi quer reforçar o volume de vendas na América do Norte”, tornando-a no “terceiro pilar, a par da Europa e da China”.
Como sabemos, os EUA são um mercado privilegiado da Liberty Media, onde a Fórmula 1 compete, neste momento, por três ocasiões durante a temporada.










