Yuki Tsunoda não quis falar sobre o toque na corrida do México com Oscar Piastri, remetendo-se ao silêncio nas reações pós-Grande Prémio. No entanto, em antevisão do GP de São Paulo, o piloto japonês da AlphaTauri garante que foi impaciente e que o episódio serviu para aprender uma lição para o futuro.
“Podíamos ter terminado com os dois carros nos pontos no México e, depois de arrancar do fundo da grelha, teria sido um bom resultado para mim”, sublinhou Tsunoda. “Com o [Oscar] Piastri, sabia que tinha de o ultrapassar o mais depressa possível, mas fui demasiado impaciente. Aprendi com isso para o futuro. O mais importante desse fim de semana é que o carro teve um desempenho muito bom e as atualizações estão a funcionar. Subimos no mundial de Construtores e penso que também podemos esperar ser competitivos em Interlagos, uma vez que as curvas de baixa velocidade devem ser adequadas ao nosso carro, por isso tenho de me manter concentrado e espero que possamos marcar mais pontos”.
Abordando a próxima prova, em Interlagos, o piloto japonês considera ser “uma pista muito exigente do ponto de vista físico, pelo que me tenho preparado especificamente para isso”. Tsunoda explica que “o facto de ser um dos poucos circuitos que correm no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio, com curvas principalmente à esquerda, aumenta um pouco a dificuldade, mas a principal razão pela qual é difícil é porque estamos sempre a virar o volante para a esquerda ou para a direita. Mesmo a reta principal não é uma verdadeira reta depois das duas curvas rápidas 13 e 14, por isso estamos sempre a virar para a esquerda, o que é difícil para o pescoço. Por isso, no global, uma volta aqui pode ser um pouco mais difícil do que noutras pistas, mas eu treino muito e estou em boa forma, por isso não estou preocupado”.
Foto: Rudy Carezzevoli/Getty Images/Red Bull Content Pool












