A Ferrari parou completamente o desenvolvimento do carro de 2023 em túnel de vento no final do mês de julho, admitiu o seu chefe de equipa, Frédéric Vasseur. Nem seria de esperar outra coisa, uma vez que é normal isso acontecer no verão em todas as equipas, colocando o foco principal nas fábricas nos monolugares da próxima temporada. Olhando para o futuro, Vasseur explicou que a equipa está na fase do conceito do monolugar de 2024 e que há que “pensar de forma diferente”.
Em entrevista ao La Gazzetta dello Sport, Vasseur disse ter fechado por completo o desenvolvimento do monolugar de 2023. “Para esta época, paramos os desenvolvimentos em túnel de vento no final de julho, mas temos peças já definidas e em fase de produção que levaremos para o Catar ou Austin”, sublinhou o responsável da Scuderia, que deu algumas luzes do que podemos esperar da sua equipa para a próxima temporada. “Ainda estamos nos conceitos teóricos. Os números dizem que é preciso ser agressivo no design, mas com simulações e equações realizadas já estamos no máximo. Temos de pensar de forma diferente, encontrar margens para que os pilotos possam conduzir sem estarem sempre no limite”.
Frédéric Vasseur salientou que há ainda tempo para o trabalho ser bem planeado e que o “prazo para o novo carro vermelho não é o final do ano, temos de estar prontos para o Bahrein, em março. Ainda temos muitos meses pela frente”. Abordando outros temas na entrevista concedida à publicação italiana, Vasseur explicou que a Ferrari procura aumentar o número de funcionários, dando a saber que “contratamos cerca de 25 pessoas, mas estamos à procura de mais. Nenhum está já a trabalhar na Scuderia”.
Um dos grandes técnicos que a Ferrari chegou a acordo recentemente foi Loïc Serra, diretor de performance na Mercedes. O responsável da equipa italiana espera conseguir convencer Toto Wolff a permitir que o engenheiro possa começar a trabalhar na Scuderia antes do dia 1 de janeiro de 2025, data prevista para assumir funções em Maranello.












