O primeiro dia de treinos livres do GP do Canadá de F1 foi fortemente afetado, pois não só um acontecimento pouco usual, falta de energia para alimentar as câmeras CCTV do circuito sem as quais não podem rodar em pista por questões de segurança, como depois a chuva retirou ainda mais tempo útil de preparação, as equipas de F1 tiveram apenas 90 minutos de treinos para afinarem as suas máquinas na sexta-feira.
Como resultado, vimos uma grande variedade de programas de recolha de dados no segundo treino, tornando difícil determinar quem neste momento tem a vantagem.
Lewis Hamilton marcou o ritmo na sexta-feira, uma fração à frente do companheiro de equipa George Russell, com a Mercedes a iniciar a sua campanha no GP do Canadá de forma encorajadora.
No entanto, embora Hamilton e Russell estivessem razoavelmente satisfeitos com os seus esforços, eles sabem que os tempos não foram o melhor para o seu desempenho final e que precisam de fazer alguns ajustes, especialmente encontrar uma afinação que proporcione uma traseira mais estável ao W14, se quiserem lutar pela dianteira.
Analisando os dados globais, percebeu-se que houve cerca de 0.65s de evolução da pista entre o momento em que Carlos Sainz, piloto da Ferrari, estabeleceu o registo inicial e o momento em que a dupla da Mercedes estabeleceu os seus tempos de volta mais rápidos, muito mais tarde na sessão.
É por isso que os Mercedes são apenas os terceiros mais rápidos na simulação de qualificação, a alguns décimos de segundo do ritmo mais alto. E estão ainda mais atrás quando utilizam níveis de combustível mais elevado, mas apenas uma fração atrás da Aston Martin.
Ou seja, resumindo, não se pode olhar apenas para uma tabela de tempos e tirar conclusões somente em números, tem que se contar com as diversas condicionantes se surgem de permeio.
Claro que não deixam de ser projeções, mas que de qualquer forma não andam longe da realidade.















