Depois de um problema inicial na qualificação, as coisas até começaram bem para António Félix da Costa e a Hertz Team JOTA na edição do centenário das 24 Horas de Le Mans. Largando da 60ª posição da grelha, rapidamente o piloto luso se impôs no primeiro turno de condução, entrando de imediato na luta do top 5. Tudo parecia correr bem até ter passado o Porsche 963 ao seu colega de equipa Yifei Ye, que continuou na batalha dos lugares da frente e alcançou mesmo a liderança da corrida. Quando passava pouco das cinco horas de prova, eis que o piloto chinês sofreu uma saída de pista seguido de embate nas proteções do circuito, resultando na perda de várias voltas para o líder para reparação do carro. A luta continuava, apesar das quatro voltas perdidas, Félix da Costa, Stevens e Ye iniciaram uma excelente recuperação, até que a meio da noite voltaram a ter um outro problema. Foi preciso reparar um problema eletrónico e a equipa acabou por ficar fora da discussão de uma possível batalha por um lugar no pódio, a que seguiu, durante a manhã, um raro erro do luso.
No final da corrida, António Félix da Costa referia que “é uma grande desilusão a forma como tudo correu. A verdade é que estávamos um pouco sem saber o que esperar deste fim de semana aqui em Le Mans, mas tivemos um andamento incrível e acabámos por cometer erros, que nos impediram de lutar pelos lugares da frente. Obviamente o acidente do Ye colocou-nos numa posição complicada logo nas horas iniciais e depois um problema técnico a meio da noite tornou tudo mais difícil. Já de manhã, quando estávamos a rodar muito atrasados na classificação, sem grandes objetivos, acabei eu também por cometer um erro e toquei no muro. Enfim, é um sentimento de alguma frustração, mas os erros em Le Mans pagam-se caros e este ano não estivemos no nosso melhor. Voltaremos em 2024 para lutar pela vitória à geral nesta corrida, que é sem dúvida a maior corrida do mundo!”.










