A relação próxima entre Flavio Briatore e Fernando Alonso é conhecida. Briatore foi chefe de equipa na Benetton, com dois títulos de Michael Schumacher, e na Renault, quando Fernando Alonso conquistou os títulos de 2005 e 2006, tendo também ficado ligado ao célebre “Crashgate” em 2009 e a ligação entre ambos mantém-se até aos dias de hoje. O italiano disse recentemente que viu sinais positivos na Aston Martin e por isso ‘empurrou’ o piloto espanhol na direção da equipa inglesa.
Ainda a situação na Alpine não tinha acalmado após o anúncio da saída de Alonso em 2022 e depois de levarem uma ‘nega’ de Oscar Piastri, e o nome de Briatore era incluído naquela novela. O antigo piloto de Fórmula 1 Christian Danner disse acreditar que Flavio Briatore teve influência em todo o caso que girava em torno do piloto australiano, após Otmar Szafnauer ter admitido que a “partilha de informação” poderia ter acontecido.
Agora, em declarações à publicação italiana Il Riformista, explicou como incentivou Alonso a mudar-se para a Aston Martin depois da saída anunciada de Sebastian Vettel. [Fernando Alonso] é a verdadeira surpresa deste Campeonato do Mundo, com a Aston Martin, uma equipa que até ao ano passado não era competitiva”, explicou Briatore. “Depois, foram buscar o número dois da Red Bull e da Mercedes e estão a investir fortemente em tecnologia e na fábrica. Por estas razões, empurrei o Fernando a juntar-se à Aston Martin, que está agora em segundo”. Briatore referia-se às contratações de Dan Fallows, vindo da Red Bull e que envolveu negociações entre as duas equipas para poder começar a trabalhar em Silverstone, e Eric Blandin, que foi responsável de aerodinâmica da Mercedes.
O italiano acredita que a Red Bull já decidiu a classificação do campeonato do mundo com o domínio que tem demonstrado, “mas alguns circuitos como Monte Carlo podem sempre apresentar uma grande surpresa”. Obviamente, pensando numa possível vitória de Fernando Alonso no circuito citadino.











