Pedro Almeida e Mário Castro fizeram um rali em crescendo terminando no sétimo lugar da geral, sexto do CPR, embora empatados com Paulo Meireles. Não foi mau, mas a dupla esperava mais. Logo na segunda especial do rali, fizeram um pião, e um pouco mais à frente tiveram uma ligeira saída de estrada que lhes custou cerca de 25 segundos. Pagaram o preço do erro que foi a organização ter dado apenas um minuto entre os concorrentes. Nos ralis de terra, a não ser que haja muito vento, não chega.
Para Pedro Almeida: “Não começamos bem o rali, apanhamos muito pó de quem saiu na nossa frente e tivemos duas saídas de estrada que nos retirou confiança e só à tarde conseguimos melhorar e atacar um pouco mais, e acabamos por terminar com o mesmo tempo do sexto classificado, tendo recuperado 11.8s nas duas classificativas que disputamos (ndr: as duas últimas PE do rali foram anuladas), e por isso alguma frustração pelo resultado final, porque fica-nos a sensação de que podíamos ter terminado um bocadinho melhor” apontou Pedro Almeida.
No primeiro dia Pedro Almeida e Mário Castro haviam feito uma boa qualificação, com o segundo melhor tempo e a andar no mesmo segundo dos principais pilotos do CPR. E esse é o melhor indicador que o piloto traz do Algarve: “Estivemos bem aí, achamos ter uma boa afinação no carro mas as dificuldades nos troços da manhã e nas duas ligeiras saídas de estrada, acabamos por perder precisos segundos para os nossos mais diretos adversários. Vamos tentar melhorar já na próxima prova, na Aboboreira, para chegar ao fim do rali com a sensação de que o que alcançamos foi de facto o melhor, sensação que não é a que levamos aqui do Algarve”.
Já Mário Castro: “um minuto de diferença para o carro que nos antecede é muito pouco essencialmente quando se trata de um rali em pisos de terra e nós pagamos caro por isso. Partíamos atrás do Breen que atendendo ao seu forte andamento ainda fazia mais pó que os outros e numa travagem ficamos quase sem visão da estrada e falhamos a entrada numa curva perdendo cerca de 15 segundos pois tivemos de fazer marcha-atrás. Adicionando a isso um pião na mesma especial, fez com que logo de início ficássemos numa posição ingrata na classificação e de difícil recuperação face ao forte andamento dos nossos mais diretos adversários. Após isso tentamos dar o nosso melhor para pelo menos chegar ao 5° lugar do CPR o que conseguimos mas empatados com o Paulo Meireles. O fator de desempate pendeu a favor do Paulo e do Marcos e restou-nos o sétimo posto da geral e 6° do CPR.
Queríamos e estávamos confiantes num resultado melhor mas o caminho faz-se caminhando e arrecadamos mais alguns pontos importantes para que possamos continuar a lutar por um lugar no top 5 no final do campeonato”, disse Mário Castro.












