McLaren
Foram uma das deceções da ronda inaugural da Fórmula 1. Sabia-se, e tínhamos chamado a atenção para tal, que os testes tinham corrido mal, que o ritmo nos treinos não foi bom e a frustração de Lando Norris após a qualificação foi evidente. Mas a corrida correu mesmo muito mal à McLaren. A prova da equipa de Woking foi uma tragédia, que a juntar à falta de andamento em corrida – comprovaram os dados pré-corrida que os davam como a equipa com menor ritmo – apresentaram problemas nos dois MCL60, levando mesmo à desistência de Oscar Piastri.
Pelo que vimos no Bahrein, têm um longo caminho pela frente e a temporada pode ser dolorosa.
Ferrari
O maior desgaste dos pneus fez com que a Ferrari não tivesse carro para acompanhar a Red Bull e até fosse ultrapassada por Fernando Alonso no Aston Martin. A unidade motriz parece ser mesmo a “bomba” que Günther Steiner afirmou ainda antes da época começar, mas apresentou problemas no SF-23 de Charles Leclerc, o que levou Frédéric Vassseur a afirmar que têm de trabalhar ainda mais na fiabilidade. Estranho, porque foi com essa justificação que puderam desenvolver a unidade “congelada”.
Em pistas menos abrasivas para os pneus os Ferrari podem ter uma palavra a dizer, mas será difícil lutar de igual para igual com a Red Bull.
Esteban Ocon
Uma noite para esquecer para Esteban Ocon. Erro atrás de erro, com quota-parte de responsabilidade da Alpine, resultou numa corrida no fundo do pelotão até à sua desistência, depois de uma qualificação francamente melhor do que o seu novo companheiro de equipa e dentro do top 10. Teria sido uma boa oportunidade de somar pontos importantes num pelotão tão compacto, até porque a Alpine mostrou as reais capacidades do A523 na corrida.
Ficou a zeros, enquanto Pierre Gasly fez uma recuperação fantástica vindo do fundo da grelha para terminar em nono.
Foi um começo de época com o pé esquerdo.
Haas
Esperava-se muito mais da Haas em ritmo puro na corrida do GP do Bahrein. A expectativa é que pudessem lutar pelos pontos, mas terminaram longe do objetivo. A estratégia não funcionou, como por exemplo montar pneus duros no VF-23 de Kevin Magnussen para o arranque da corrida e a equipa liderada por Günther Steiner tem de fazer uma reflexão do que aconteceu em Sakhir, porque deram a ideia de ter muito mais ritmo de corrida durante os treinos livres.
Mercedes
Não foi um passo atrás que deu a Mercedes em relação a 2023… foram 2 ou 3. Apostaram no mesmo conceito para o W14 e ainda não estavam na grelha de partida e já Toto Wolff afirmava que tinham de mudar a filosofia do carro. As perguntas que se devem fazer são: então para que serviram as simulações em fábrica? O que pensaram no departamento técnico? Quanto custará – em termos financeiros e competitivos – uma versão B do W14?
As respostas têm que ser dadas internamente, mas não se augura nada de bom para a Mercedes e mesmo com muito trabalho de desenvolvimento este carro não parece ser capaz de vencer.












