Se no ano passado, por esta altura, alguém dissesse que Nyck de Vries seria piloto de F1, as probabilidades dessa pessoa ser levada a sério seriam mínimas. Mas o neerlandês vai cumprir o seu sonho de correr na F1.
Nyck de Vries sempre foi um piloto talentoso e esteve sempre ligado a grandes estruturas. Foi piloto do programa de jovens da McLaren e quando deixou a equipa de Woking não faltaram interessados. Foi piloto de reserva da Toyota no WEC, correu na resistência e a Mercedes não demorou muito para o agarrar, para se tornar piloto da Fórmula E e reserva da F1. A sua carreira parecia cada vez mais distante da F1, mas conseguiu sempre manter um pé no Grande Circo e isso deu resultados. Foi chamado a substituir Alex Albon em Monza e se já estava bem colocado para um regresso, escancarou a porta das oportunidades. Agora é piloto Red Bull, representando a Alpha Tauri:
“Em primeiro lugar, para ter a oportunidade de viver o meu sonho, mas igualmente para estar muito entusiasmado e motivado. Penso que em parte porque a minha viagem foi ligeiramente invulgar e mais longa, estou ainda mais grato pela oportunidade, mais motivado para a agarrar e com mais fome para mostrar o meu valor.
Há sempre uma pressão saudável. Penso que isso é necessário para estar totalmente concentrado e ligado. Eu diria que ainda sou um estreante. Claro que tive o privilégio de pilotar muitos carros diferentes, mas penso que os benefícios disso não se devem tanto ao tempo da pista, porque na verdade isso foi muito limitado. Para além de três testes para estreantes – dois na Mercedes, um com Scuderia AlphaTauri – não fiz testes adequados. Os TL1 foram uma grande oportunidade e experiência. Penso que ter a experiência de ter trabalhado com equipas diferentes em ambientes diferentes trará muito valor, mas em termos de pista e tempo de corrida, tenho menos do que os outros estreantes deste ano. Contudo, sou um pouco mais velho e tive a oportunidade de competir em diferentes campeonatos, pelo que este é um nível de experiência que traz algum valor.”
De Vries começa agora um novo capítulo, que começou a escrever já há algumas semanas:
“Bem, não se pode forçar relações. Isso leva sempre um pouco de tempo, mas tenho sido muito bem recebido. Parecia que todos estavam muito entusiasmados com a minha chegada e certamente fizemos tudo o que pudemos para me integrar o mais rapidamente possível. Passei tempo com diferentes departamentos de engenharia, com diferentes pessoas dentro da equipa, e também fizemos um pouco mais de trabalho específico sobre preferências, gostos, sobre todo o tipo de coisas. Sinto que fizemos um bom trabalho ao utilizar o tempo para me acolher e integrar na equipa, mas, ao mesmo tempo, começámos a olhar para as lacunas onde há espaço para melhorias que precisávamos de realçar. Aproveitámos bem o nosso tempo em termos do aspeto físico e temos trabalhado muito. Estou basicamente a desfrutar e estou muito entusiasmado por começar a nossa época.”











