David Castera, diretor do evento Dakar, que pelo quarto ano se realizou na Arábia Saudita, está feliz por ter encontrado o equilíbrio certo nesta 45ª edição da prova: “Pode ter-nos levado muito tempo, mas encontrámos aqui o ponto de rebuçado (ndr, “ponto de rebuçado” significa algo que atinge um apuro extremo) na quarta edição.
Abordámos novas pistas e aventurei-me em território desconhecido, e hoje estou feliz por ter uma corrida verdadeiramente equilibrada em termos de dificuldades.
O Dakar é – e deve continuar a ser – um evento difícil.
Chegámos lá pouco a pouco, dando-lhe um pontapé de saída ano após ano, mas atingimos o equilíbrio certo, o que é importante porque nos deu uma corrida apaixonante, especialmente na corrida de motos, com um pódio decidido no último dia como nunca tinha acontecido antes. Sou hoje um organizador bastante satisfeito.
O número de dias de corrida não é o que mais importa, é o que se faz com eles que conta. Veremos o que iremos servir de novo no futuro. Temos de manter o ‘Bairro Vazio’ (ndr, Empty Quarter) com algumas afinações aqui e ali.
Temos de manter os ingredientes que utilizámos este ano. Com amadores e profissionais, é realmente difícil ir muito mais longe nas dunas e elevar ainda mais a fasquia, porque é demasiado fácil parar a corrida. Foi por isso que voltei a ter cuidado. Um par de dunas impossíveis ou um campo de areia extremamente macia pode eliminar 40 a 50% do plantel em pouco tempo, e é por isso que penso que não podemos ir muito mais longe.
Talvez tenhamos de o misturar um pouco para melhor o diluir nas dificuldades de todo o rali. A Arábia Saudita é um verdadeiro parceiro sem o qual o Dakar não seria o que é hoje.
sair daqui só porque sim, não faz sentido. Se deixarmos um país, tem de ser por algo igualmente bom, e hoje em dia temos tudo o que precisamos na Arábia Saudita.
Quando partirmos, faremos algo em grande, mas investiremos muito tempo e reflexão nisso”.
FOTO A.S.O._Edoardo_Bauer_Rally_zone












