Ainda falta o Rally Fim D’ano de Regularidade Histórica, e só com isso chega ao fim mais uma temporada desportiva nacional, o que significa que o mesmo é dizer, 289 provas inscritas no calendário da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting.
Foi um ano muito positivo no caso do Campeonato de Portugal de Velocidade, onde parece ter sido encontrada uma fórmula que tem tudo para dar certo. Nos ralis, Armindo Araújo esteve perfeito e somou mais um título, mas no TT estamos a ver o surgimento de um piloto muito prometedor para o futuro, João Ferreira que foi Campeão Nacional, Europeu e ainda venceu Portalegre. Fantástico.
Henrique Chaves estreou-se no WEC, venceu Le Mans o mesmo sucedendo a Félix da Costa, que foi campeão na classe LMP2. Miguel Oliveira somou mais vitórias no MotoGP e tivemos ainda dois pontos muito positivos: Manuel Espírito Santo alcançou uma medalha de prata nos Motorsport Games e Martim Marques foi Campeão do Mundo Karting Rotax em Portimão.
Foi também o ano dos 50 anos do Circuito do Estoril, uma boa data para se pensar no que é preciso fazer para o traçado somar outros 50. O Circuito Internacional de Vila Real também regressou, mas o contexto internacional não lhe está a tornar a vida fácil.
Houve também coisas muito más. Deixaram-nos o Dr. Miguel Oliveira, Armando Pinto (ACDME) o jovem piloto Pedro Paixão e ainda Paulo Alves e Pedro Cordeiro. Deixarão saudades.
Para o fim deixo a tragédia do Rali da Madeira, com a morte de uma menina, o que nos ensinou, mais uma vez, que todos temos que ser implacáveis, rigorosos com a segurança no desporto automóvel.
Agora que venha 2023, e que se tente fazer melhor. Há condições para isso se puxarmos todos para o mesmo lado.










