À margem das batalhas pelos triunfos nas categorias principais do Dakar, o bivouac também volta a contar com cerca de uma centena de veículos que fazem parte do Dakar Classic, o Regresso ao Passado numa corrida pela ‘memória’ reservada aos veículos dos anos 80 e 90, cujo patrono este ano é Jacky Ickx, vencedor do Dakar de 1983, um ilustre embaixador.
Para explicar a grande disparidade entre os veículos produzidos ao longo de quase três décadas de todo o terreno em geral, Rally Dakar em particular, os regulamentos do Dakar Classic adaptaram-se aos requisitos técnicos e às expetativas das muitas equipas que investem os seus próprios recursos para descobrir ou redescobrir o mundo do Dakar. No entanto, a corrida manter-se-á fiel ao espírito ‘retro’ que fez das duas primeiras edições um sucesso.
Este ano (2023) há dois novos desafios: a segunda edição do Dakar Classic pôs a nu as grandes diferenças de desempenho entre carros mais antigos e modelos do final dos anos 90.
Um grupo de velocidade adicional, ‘H0’, foi assim introduzido com velocidades médias mais baixas adaptadas a automóveis com menor potência bruta.
Foram também criados dois novos desafios para encorajar as tripulações do Dakar Classic a seguir o exemplo dos pioneiros.
O “Authentic Co-Driver Challenge” é para veículos que entram na corrida sem instrumentos de navegação/consistência modernos, que estarão a competir, como regra geral, com um simples cronómetro para calcular o seu ritmo.
O “Clube Clássico Icónico”, entretanto, será reservado aos veículos originais que participaram fisicamente no Dakar no século XX, ou seja, sem réplicas. Cerca de dez equipas inscreveram-se para esta. Como sempre, muito mais importante que quem ganha, é recordar imagens de carros fantásticos, agora com muito mais Megapixels…
FOTOS ASO G.Epifanio/FotoP












