A Red Bull terá de pagar 7 milhões de dólares de coima por ter violado o limite orçamental de 2021, além de um decréscimo de 10% no tempo disponível no desenvolvimento aerodinâmico do monolugar de 2023, confirmou a Federação Internacional do Automóvel. A sanção resulta do Acordo de Aceitação de Violação (ABA – ‘Accepted Breach Agreement’) entre as duas partes.
A FIA revelou que a Red Bull excedeu o limite orçamental em 1.6%, mas, seriam menos de 0.4% se a estrutura de Milton Keyne tivesse apresentado corretamente a submissão de um crédito fiscal.
A multa de 7 milhões de dólares está excluída do limite orçamental deste ano, mas pior é o facto de ter o seu tempo de túnel de vento e CFD reduzido nos próximos 12 meses. A equipa foi já coroada campeã do mundo de construtores e por isso, teria 70% do limite de tempo para o desenvolvimento aerodinâmico do monolugar – como parte de uma escala de tempo para dar àqueles que se encontram no fundo do campeonato mais tempo de desenvolvimento – passando assim, a ter apenas 63% nos próximos meses (70% x (1-0.10) = 63.0%).
A FIA explicou que os fastos adicionais incluíram áreas como o catering, contribuições para a segurança social e um erro administrativo no cálculo dos custos da Red Bull Powertrains, num total de 13 pontos em que a entidade federativa alerta que serão necessários ajustes nas contas da Red Bull.
No comunicado da FIA pode-se ler que a Red Bull “agiu de forma cooperativa ao longo do processo de revisão e procurou fornecer informações e provas adicionais quando solicitadas atempadamente, que este é o primeiro ano da aplicação integral do Regulamento Financeiro e que não há nenhuma acusação ou prova de que a RBR tenha procurado em qualquer altura agir de má fé, desonestamente ou de forma fraudulenta, nem escondeu intencionalmente qualquer informação da Administração do Limite Orçamental”.











