A sessão de qualificação para o GP da Bélgica iria ter sempre um resultado “estranho” pois os favoritos tinham à sua espera o fundo da grelha com as penalizações por trocas de componentes das unidades motrizes. Max Verstappen foi o homem mais rápido desta tarde, mas será Carlos Sainz o homem da pole amanhã.
Max Verstappen foi o grande destaque da tarde. Com um ritmo absolutamente fantástico, deixou o segundo classificado a mais de 0.6 seg, uma eternidade em F1. A Red Bull apresentou-se muito forte em Spa e Max Verstappen aproveitou ao máximo o potencial do seu monolugar. Mais uma grande prestação do neerlandês e a prova de que a Red Bull está por cima. Sergio Pérez parecia ser um dos candidatos à pole e o melhor tempo no TL3 animava, mas na qualificação foi algo discreto e na última volta não conseguiu capitalizar o potencial do carro. Ficou a quase 0.8 seg. do seu colega de equipa, o que é um mau resultado. Como prémio de consolação tem a primeira linha da grelha amanhã, depois das penalizações aplicadas.
A Ferrari não deslumbrou. Faltou andamento na qualificação e apesar de o ritmo em corrida ser interessante (e até melhor que o da Red Bull), este resultado irá certamente deixar os italianos apreensivos. Charles Leclerc foi novamente vítima de um erro da Scuderia (troca de pneus na Q3), o que não teve influência no resultado, mas evidencia fragilidades que não deviam existir. Carlos Sainz fez o segundo tempo, mas nem com o cone de aspiração do colega conseguiu-se aproximar de Verstappen. Uma prestação algo cinzenta, como os céus de Spa.
A Alpine deu um sinal forte que está bem nesta luta pela liderança do segundo pelotão. Com Esteban Ocon em quinto e Fernando Alonso em sexto, foi uma bela operação da equipa gaulesa com boa estratégia nos cones de aspiração e bom ritmo. Seguiram-se Lewis Hamilton e George Russell, demasiado longe da frente. A Mercedes teve dificuldade em encontrar a afinação certa para o carro e Hamilton ficou a 1.8 seg. da pole. Demasiado longe para quem espera chegar à frente.
Um dos homens da tarde foi Alex Albon. Conseguiu passar à Q3 (era o único que ainda não o tinha conseguido este ano), deixou o seu colega de equipa “noutra divisão” e fez uma excelente qualificação. Albon continua a prova que é bom piloto e assenta nesta Williams como uma luva. Já Nicholas Latifi fez pouco para convencer Jost Capito que pode ser solução para o futuro. Eliminado na Q1, não materializou o potencial do seu carro.
A McLaren não deu nas vistas e parece um passo atrás da Alpine. Lando Norris conseguiu um lugar na Q3 enquanto Daniel Ricciardo foi novamente eliminado na Q2. É uma história que caminha para o fim para bem das duas partes, já que ninguém lucra com esta parceria.
Para a Alpha Tauri foi uma tarde para esquecer. Pierre Gasly foi apenas 12º com uma qualificação pobre e pior fez Yuki Tsunoda, eliminado na Q1, com muitos erros. Tsunoda é rápido, mas parece não ter a mentalidade certa para a F1, pois já tem experiência suficiente para evitar certos incidentes.
Para a Alfa Romeo foi também uma tarde com pouca história. As penalizações retiraram a vontade de lutar por algo mais, mas o ritmo de Valtteri Bottas e Zhou Guanyu também não convenceu, tal como não convenceu o ritmo da Aston Martin, relegada para os últimos lugares da tabela de tempos, sem argumentos para tentar algo mais, um pouco à semelhança da Haas que não mostrou capacidade para tentar uma surpresa.
Amanhã teremos uma grelha completamente diferente desta que foi obtida na qualificação e por isso espera-se uma corrida animada com muitos carros fora de posição.








