O Mercedes W13 sofre bastante com o efeito oscilatório ou “porpoising”, mais que qualquer outra equipa. Foi possível ver que os Ferrari tiveram o mesmo problema em Albert Park no GP da Austrália, mas nos carros da Mercedes surgem de forma mais intensa e mesmo em curvas de alta velocidade, o que não permite retirar todo o potencial do W13. Para tentar compreender melhor o problema, a equipa montou um fundo no monolugar de Lewis Hamilton com novos sensores, o que adicionou mais peso, cerca de quilograma e meio.
James Vowles, responsável pela estratégia da Mercedes, explicou o porquê de colocar os sensores no carro de Hamilton.
“Temos de ser uma organização que baseia as suas decisões em dados. Retirar sensores porque o carro é pesado significa que estamos a perder informação. O que concluímos nas duas primeiras corridas é que tínhamos muitas questões sem respostas”, começou por dizer o engenheiro no mais recente vídeo da equipa no canal de YouTube. “Em anos normais nem consideramos retirar sensores, íamos colocando mais até percebermos o que se passava. Mas este não é um ano normal e o carro tem excesso de peso”.
Vowles salientou que como o peso é ligeiramente diferente entre os dois monolugares, foi por isso escolhido o carro de Hamilton, que “perdeu pouco, foi uma questão de gramas entre os dois [carros], que era o que querámos”.
A instalação dos sensores permitiu uma recolha de dados mais abrangentes. Não permite “encontrar a solução numa corrida, mas fornece pistas e conhecimento daquilo que precisamos para dar um passo em frente”, concluiu o engenheiro da Mercedes.










