O responsável da Ferrari, Mattia Binotto, já tinha avançado que nos próximos 3 dias de testes no Bahrein a equipa não vai apresentar nenhuma grande atualização, como é esperado que os adversários o façam, deixando para mais tarde a primeira grande atualização do F1-75. Não o fazendo no teste, é muito provável que também não aconteça na primeira corrida do ano, que se realiza no mesmo circuito e apenas uma semana depois.
Pelo contrário, Binotto espera encontrar um Mercedes W13 muito diferente daquele que esteve a rodar em Barcelona, com uma “grande atualização” da equipa campeã do mundo de Fórmula 1 logo no início da temporada. “Tenho quase a certeza que a Mercedes estará dois ou três meses à nossa frente quando estivermos no Bahrein”, disse Binotto, depois de Lewis Hamilton ter dado a entender que a decisão da Ferrari em começar muito cedo o desenvolvimento do carro de 2022, lhes daria alguma vantagem para as restantes equipas. O responsável da Scuderia acrescentou que “o que é importante para nós foi recolher dados, e penso que podemos estar satisfeitos com a quantidade de voltas que fizemos, recolhendo dados e novamente, e que serão analisados em Maranello. Ouvi rumores de que os nossos adversários vão trazer grandes atualizações. Por isso estou mais preocupado em nós próprios do que o Hamilton”.
Já não é a primeira vez que Mattia Binotto faz referência a este facto, tendo dito anteriormente, que “estamos sempre preocupados com as atualizações dos nossos adversários. E tenho a certeza de que nessa altura já estarão muito, muito fortes”.
A Ferrari, como demos conta ontem, pode estar mais próxima de Mercedes e Red Bull do que aquilo que os tempos de Barcelona nos deram a entender, depois de uma análise de Gary Anderson ter concluído que a equipa italiana deveria conseguir um melhor tempo por volta do que o registado.











