Realiza-se hoje o bilstein group Rallye das Camélias, numa prova que volta a reunir um interessante leque de concorrentes e completa, este ano, 42 anos desde o início da sua realização. Em termos de percurso temos este ano Sintra a abrir e a fechar.

Como se sabe, a floração das Camélias, decorre nos meses de inverno, estendendo-se até à primavera, por isso o regresso da prova à data em que historicamente se realizou é um ponto positivo. Depois do regresso em 2018 e da interrupção em 2020 devido à pandemia, a prova organizada pelo CMS vai para a sua quarta edição desta nova ‘era’, que se seguiu a 19 anos de paragem.
Este ano há um “main sponsor” o bilstein group, que é também um novo patrocinador no desporto automóvel nacional, o que mostra bem a solidificação e confiança num rali que trouxe a competição de volta às estradas da zona metropolitana de Lisboa, em concelhos bem emblemáticos e tradicionais dos ralis portugueses.
E como nenhuma outra, percorre o Parque Natural de Sintra/Cascais, e a área circundante a Mafra, onde há excelentes classificativas. As de Sintra trazem à memória ralis doutros tempos e pisar aquele “chão sagrado” é motivo de grande orgulho para os adeptos dos ralis.
Outro motivo de orgulho são os 75 inscritos, o limite possível.
Sintra a abrir e fechar
A prova de 2022 inicia-se, como habitualmente, nos jardins do Casino Estoril, rumando depois à Vila de Sintra, onde se inicia o percurso competitivo do rali e logo pela subida sinuosa da Rampa da Pena, completando-se o primeiro troço depois de zonas sinuosas e estreitas, na Aldeia do Pé da Serra em Colares.
Rumo à Azóia, os concorrentes terão pouco tempo para apreciar as vistas do ponto mais ocidental da Europa, pois a 2ª Prova de Classificação, leva-os à ‘Florestal da Peninha’, com passagem pelo santuário, pela Malveira da Serra, antes de percorrerem com a rapidez que puderem a EN 9-1, para terminarem junto à Penha Longa/Lagoa Azul.
A caravana segue depois para Mafra, para cumprir, ainda antes da paragem para retemperar forças, mais uma prova de classificação, desta feita já na zona do Gradil, também classificativa dos tempos do ‘antigo’ Rali de Portugal, ladeando a Tapada de Mafra, num percurso em que as mudanças de piso e as travessias das povoações do Codeçal e Chanca, são pontos altos de condução, para quem gosta mesmo de ralis.
O momento de paragem acontece junto ao Palácio Nacional de Mafra, junto à Porta de Armas, para depois de um merecido descanso de cerca de duas horas, no enorme e espaçoso parque do Alto da Vela, onde iniciarão a segunda parte da prova.
De novo rumo ao Codeçal e à Chanca, mas com o final da PEC a passar para a povoação do Livramento, onde se inicia a Prova de Classificação seguinte com o mesmo nome, a mais curta da prova, mas uma das que reúne mais consensos de qualidade por parte dos concorrentes.
Antes de regressar a Sintra, as máquinas ainda serão de novo assistidas no Parque do Alto da Vela em Mafra, rumando depois a uma passagem dupla na exigente Prova de Classificação dos Capuchos, que não é mais do que uma mescla das duas PEC da manhã, com o início a coincidir com a primeira (Sintra/ Pé da Serra) e o final a ser de novo na zona da Penha Longa e Lagoa Azul.
O Rali termina de novo nos Jardins do Casino Estoril, com o pódio final e a consagração dos vencedores à geral e nas diversas categorias.

Bom plantel
Em termos de concorrentes, são 75 equipas, como já referimos, mas fora deles está uma boa surpresa: como carro zero, vai estrear-se em ‘competição’ o novo Toyota GR Yaris da Inside Motor, que irá correr na Toyota Gazoo Racing da Iberian Cup. Uma boa oportunidade para ver o que anda o carro.
Em termos dos carros/equipas mais competitivas, destaque para Paulo Neto/Vitor Hugo (Skoda Fabia R5), que venceu o rali em 2018, Pedro Clarimundo/Mário Castro (Skoda Fabia R5) que triunfaram em 2019. O outro Rally2 é o Hyundai I20 N Rally2 de Pauric Duffy/Jeff Case. Rui Madeira/Nuno R. Silva, vencedores da prova do ano passado, correm desta feita no Mitsubishi Mirage Proto, um carro com que podem claramente andar nas lutas da frente, tal como Gil Antunes/Diogo Correia (Dacia Sandero).
Depois, a armada Mitsubishi, que será sempre competitiva: Fernando Teotónio/Luis Morgadinho (Mitsubishi Lancer Evo X), Daniel Ferreira/Rodrigo Pinheiro (Mitsubishi Carisma GT), Eduardo Antunes/Tomás Antunes (Mitsubishi Lancer Evo VI), Carlos Fernandes/Valter Cardoso (Mitsubishi Lancer Evo) e André Cabeças/Bino Santos, que leva um Mitsubishi Lancer evo com um melhor motor.
O resto da lista de concorrentes é interessante, na linha do que se tem visto nas ‘Camélias’ anteriores, e que se viu no Rally de Lisboa.
Agora, resta esperar, de modo a ver se alguém repete o triunfo, ou se por outro lado temos quatro vencedores distintos em quatro ralis.
Horário:
26 de fevereiro
Partida Jardins Casino Estoril 9h00
PEC 1 Sintra-Pé da Serra 10,06 Km 9h38m
PEC 2 Azóia-Cascais 11,25 Km 10h06
PEC 3 Monte Gordo-Gradil 13,51 Km 11h14
Reagrupamento Mafra 11h50
Assistência 14h00
PEC 4 Codeçal 10,69 Km 15h03
PEC 5 Livramento 7,21 Km 15h46
Assistência 16h16
PEC 6 Capuchos 1 14,53 Km 17h30
Reagrupamento Autódromo Estoril 18h30
PEC 7 Capuchos 2 14,53 Km 19h20
Chegada Jardins Casino Estoril 20h00













