Ainda agora se estrearam os novos Rally1 e a FIA já pensa nos próximos, previstos para estrear em 2025. Desta vez, não querem cometer o mesmo erro, pois sendo verdade que os WRC 2017-2021 foram fantásticos para o espetáculo, a competição não teve o acolhimento de mais marcas, como se esperava. Os orçamentos dispararam, e a pandemia fez travar todo e qualquer eventual interesse.
Os adeptos lamentam não haver mais marcas, e esse é um real problema do WRC. Mas como resolvê-lo?
Em conversa com Carlos Tavares, ‘patrão’ da Stellantis, há quase três anos, perguntei-lhe o que é preciso suceder no WRC para que as coisas corram melhor: seguir a evolução da sociedade, especialmente no que à redução de emissões, tem que se adaptar às mudanças, mas com muito cuidado para ser mantido um equilíbrio que é difícil, entre o nível de espetáculo, tecnologia e custos.
Disse-me que é um equilíbrio muito frágil que uma vez perdido é muito difícil de retomar, e deu como exemplo o WEC, que agora está em plena retoma. Reforçou que o WRC é uma ferramenta de marketing fabulosa pois é um campeonato que está próximo das pessoas, vai ao encontro das pessoas o que cria proximidade, o que numa sociedade cada vez mais fechada é diferenciador.
Portanto é este equilíbrio que Carlos Tavares fala que é preciso a FIA encontrar, e apesar de nas redes sociais muitos acharem “isto e aquilo”, é esta harmonia, senso e medida que é preciso encontrar.
O WRC não tem a mesma sorte que teve o WEC, pois juntou os dois mundos da ACO e da IMSA, e isso redundou em seis, possivelmente 7 construtores. Imaginam isso no WRC? Era bom, vamos ver.
Como se calcula, no caso do WRC é difícil repetir. É preciso tornar os ralis muito apelativos para as marcas e isso só vai acontecer se o público se interessar mais. E daqui para a frente o WRC terá menos vezes pilotos como Loeb ou Ogier, fica com outros que não são estrelas. Não têm o mesmo carisma do Loeb ou do Ogier. Já a Fórmula 1 fez esse trabalho. Trabalhar mais o público em primeiro lugar. Estou certo que um Drive to Survive versão WRC iria ajudar muito a mostrar ao mundo que os ralis são ‘fixes’, mas ainda assim acho que ficaria muito longe do que os ralis precisam. Estou e vou continuar preocupado com o WRC. Os adeptos de hoje até podem dizer, deixem estar assim que está bem mas eu não estou preocupado com o presente, mas sim com o futuro…












