O nome Flavio Briatore, tem sido referido cada vez mais nos últimos tempos, no que parece ser um regresso que tem sido cozinhado em lume brando. O ex-dirigente italiano, que ficou ligado ao escândalo do “Crashgate”, está agora a ser ligado a um possível regresso pela porta da Alpine.
Com as saídas de Marcin Budkowski e Alain Prost, criou-se uma espécie de fosso na liderança, que deverá ser preenchido por Laurent Rossi a curto prazo, no entanto espera-se uma solução mais definitiva para breve. E é aqui que volta a surgir Briatore. Otmar Szafnauer deverá chegar à Alpine em breve, no que se está a tornar num segredo muito mal guardado, mas com a saída de Prost fica por preencher um lugar de conselheiro. Helmut Marko tem um pouco esse papel na Red Bull, tal como Niki Lauda tinha na Mercedes. É, aparentemente, um lugar de pouca importância executiva, mas que se tem revelado um trunfo para a maioria das equipas que recorrem à experiência de personalidades de peso da F1.
Segundo o jornal espanhol A Marca, que terá falado com uma fonte próxima da Alpine, “o regresso de Briatore é muito difícil, mas não impossível”. Esta fonte acrescentou que se o Briatore voltasse, seria para preencher a posição de Prost como conselheiro.
“Alain Prost, que tinha uma posição principalmente simbólica e de imagem, partiu e essa posição está vaga, por mais que tenham dito que a Alpine não precisa de um conselheiro”, explicou a fonte. “Se ele [Briatore] regressar, fá-lo-ia nesse papel e nunca como chefe ou relacionado com a gestão, mas sim como consultor”.
Faz sentido Briatore regressar à F1? A história de Briatore no Grande Circo acabou muito mal e ficará para sempre ligado a uma das páginas mais negras do desporto. O seu regresso levantaria sempre um coro de críticas, mais ainda regressando à estrutura onde cometeu a ilegalidade. Seria uma espécie de regresso ao passado, que é recordado pela maioria com poucos motivos de regozijo. Mas a insistência no nome do italiano nos tempos recentes obriga a pensar que não há fumo sem fogo e que se há uns anos, o seu regresso era impossível, agora parece ser… apenas muito difícil.












