Foi em janeiro de 2005 que Christian Horner, na altura com 31 anos, se tornou no jovem chefe de equipa da recém formada Red Bull Racing. Dietrich Mateschitz pode ter escolhido o jovem Horner, mas foi aconselhado por Helmut Marko que conhecia o trabalho do britânico na Arden International na F3000. “Tinha zero experiência na Fórmula 1 na altura, mas eu conhecia-o da Fórmula 3000 e sabia como era ambicioso e o que tinha para oferecer. Desde então, evoluiu para um chefe de equipa muito carismático”, disse recentemente Marko numa entrevista ao canal Servus TV.
Horner teve uma carreira curta como piloto, já que aos 25 anos decide abandonar o volante e fundar a Arden International para competir no campeonato FIA F3000. Foi numa viagem à Áustria para comprar um reboque em segunda mão da equipa de Helmut Marko que os dois se conhecem, reza a história.
Depois de terem comprado a Jaguar por apenas 1 dólar alguns meses antes, Mateschitz e Marko escolhem Horner para team principal. Em 2006 a equipa conquista o primeiro pódio no Mónaco e repetem o feito nos dois anos seguintes, até que em 2009 surge em cena Sebastian Vettel.
Aliado ao piloto, oriundo do programa erigido por Marko e destinado a encontrar jovens prodígios do automobilismo, o monolugar extremamente bem construído por Adrian Newey, a equipa consegue o segundo lugar entre os construtores, apenas batidos pela Brawn GP, assim com Vettel é vice-campeão. 2010 assume-se como um marco na história da equipa e de gestão de Horner, com a primeira conquista da estrutura e do piloto: os dois títulos ficam em Milton Keynes.
Até 2013 foi sempre a conquistar títulos, até que aparece em cena a Mercedes e os novos regulamentos da era híbrida da Fórmula 1.
Com Max Verstappen na equipa, os ânimos aquecem e em 2021 a Red Bull regressa às comemorações, mas desta vez sem aliar o título de construtores ao de piloto.
Christian Horner parece que vai ficar muito tempo na Red Bull, já que deverá assinar uma renovação de contrato com a equipa até 2026. “Estamos a trabalhar num novo contrato que o ligará à Red Bull até 2026”, disse Helmut Marko sobre esta questão. Para Marko, a estabilidade que a manutenção de Horner na estrutura dá, é a necessária numa altura crítica da Fórmula 1. “Vamos em busca de estabilidade nas posições-chave dentro da equipa para o ano de transição em que a nova fórmula do motor e as novas regras do chassis entrarão em vigor”, disse o austríaco.











