Sem ainda se ter escrito história dentro de pista, 2022 é para já marcado pelo ano de uma enorme revolução técnica na Fórmula 1. Uma nova filosofia e novos carros, novos pneus e um novo combustível. Tudo tem sido desafiante para as equipas. Sobre o combustível, a Ferrari explicou que perdiam potência por causa da combustão do E10, o combustível com 10% etanol. Pat Symonds, o responsável – e que estará de saída da Fórmula 1 este ano – pelo grupo de trabalho que pensou e pôs em movimento o novo regulamento, disse que teve de superar alguma resistência ao afastamento da F1 do combustível convencional.
“Quando comecei este projeto, provavelmente no início ou durante 2018, tinha um trabalho em mãos para tentar persuadir algumas pessoas de que isto era algo que podia ser feito e algo que tínhamos de fazer”, disse Symonds em entrevista ao Blackbookmotorsport.com. “Eu diria mesmo que algumas companhias petrolíferas, tinham alguma relutância, mas o que tem sido realmente esclarecedor, o que tem sido realmente gratificante, é que ao longo do tempo em que temos falado sobre isto as pessoas têm aceitado e eu quase não acredito nisso.”
Pese embora o facto dos monolugares gerarem apenas 0,7% do total das emissões produzidas pela F1, Symonds afirma que abordar esta questão é importante para a imagem do desporto e acredita que o combustível sintético é o caminho certo.
“Não estou totalmente convencido de que a eletrificação seja a única resposta. É uma parte muito, muito importante da resposta, não há dúvida sobre isso, e penso que é provavelmente a resposta ideal num ambiente urbano, mas penso que o que dizemos, é que essa não é a única resposta. Há múltiplas partes para um futuro de baixo carbono e precisamos de estar totalmente empenhados no que essas partes são. Não importa o que elas são, só precisamos de estar lá, precisamos de fazer parte delas. Iremos definitivamente aumentar a nossa hibridização. A nossa próxima fórmula não será talvez exatamente 50-50 de potência do motor de combustão interna e energia elétrica, mas certamente não muito longe disso. E, ao envolvermo-nos nesse sector da tecnologia, iremos impulsioná-lo”.










