O WRC Promoter, novo responsável pela promoção do Campeonato da Europa de Ralis, revelou recentemente o calendário daquela competição para o próximo ano. A temporada inclui oito eventos e arranca com duas provas portuguesas.
A abrir as hostilidades estará o Rali Serras de Fafe e Felgueiras, entre os dias 12 e 13 de março, e segue-se o Azores Rali, a 26 e 27 do mesmo mês. Aproveitando a deslocação a oeste das equipas, a caravana ruma, a 13 e 14 de maio, ao Rally Islas Canarias.
Já em junho, a 11 e 12, tem lugar o Rali da Polónia e três semanas depois, a 2 e 3 de julho, o Rali da Letónia. O Rally di Roma Capitale vai para a estrada a 23 e 24 de julho e o Barum Czech Rally Zlin a 27 e 28 de agosto. O calendário ficará completo com mais uma prova, ainda não revelada, mas que, tudo indica, deverá ser o Ypres Rally na Bélgica. Em harmonização com o WRC, os eventos do ERC passam a se disputar ao sábado e domingo.
Com a passagem para a esfera de influência do WRC Promoter, o ERC passa a estar disponível na plataforma de ‘streaming’ WRC+ e todas as classificativas deverão ter transmissão em direto. A Power Stage, que deverá ser o último troço cronometrado dos eventos, também terá transmissão em direto, tal como já sucede há alguns anos no campeonato principal.
O “Europeu” de Ralis passa a estar desdobrado em quatro competições, ERC, ERC3, ERC4 e ERC4 Junior. O ERC3 é destinado aos concorrentes com viaturas Rally3, o ERC4 para aqueles com veículos Rally4 e Rally5 e o ERC4 Junior é aberto aos pilotos com as viaturas enquadráveis no ERC4 e com menos de 27 anos a 1 de janeiro. O sistema de pontuação também é harmonizado com o WRC e, dos anteriores 15 primeiros, passam a obter pontos os 10 primeiros classificados. É igualmente descartado o sistema de bónus por etapa e passam a ser distribuídos entre 1 e 5 pontos aos melhores na Power Stage.
A federação internacional também já publicou o regulamento dos ralis regionais FIA e as provas enquadráveis passam a contar com algumas regras novas. Os eventos do ERC poderão durar quatro dias, desde o início dos reconhecimentos e até à publicação da classificação provisória e os promotores propõem mesmo uma fórmula de programa com a distribuição/calendarização dos vários atos em que se decompõem uma prova. Os ralis deverão ter entre 180 e 210 km de provas especiais.
Apesar da publicação do regulamento do campeonato, subsiste a falta de comunicação entre os promotores e os organizadores das provas. Os clubes que organizam as primeiras provas do ano, obrigado a cumprir prazos na apresentação dos regulamentos particulares, ainda não foram informados da possível nova imagem do campeonato, requisitos técnicos e logísticos ou mesmo do caderno de encargos dos ralis.
Informalmente circulam algumas informações relativamente a esses assuntos mas não existe qualquer comunicação formal desses possíveis fatos. Um deles prende-se com os pormenores das Power Stage, para a qual parece haver uma distância preconizada ou mesmo a intenção do promotor em que essa classificativa se dispute à mesma hora, por volta das 16:00 horas CET em todos os eventos.
Algo que colocaria problemas na definição do programa de Fafe e Canárias, com menos uma hora, e ainda pior em São Miguel, Açores, com duas horas a menos que o centro da Europa. Essa falta de comunicação também atinge concorrentes e equipas pois, até ao momento, não é conhecido nenhum projeto de participação na competição.
João F. Faria












