Não nos admirávamos nada que o novo Presidente da FIA, Mohammed ben Sulayem, desse uma atenção especial aos ralis no seu mandato, já que como se sabe, venceu o Campeonato FIA do Médio Oriente 14 vezes, para além de ter participado em 23 provas do WRC, entre elas, disputou quatro vezes o Rali de Portugal.
Em declarações ao Motorsport.com, revelou em entrevista que pretende aumentar a participação dos fabricantes no Mundial de Ralis, pois segundo disse: “dois fabricantes e meio a competir não é suficiente”, portanto há que tornar o WRC mais apelativo para os fabricantes no sentido de seduzir mais marcas no futuro. Como se sabe, só a Toyota e a Hyundai são equipas diretamente do construtor, a M-Sport, trabalha com a Ford há muitos anos, mas não é da Ford: “temos de ir bater às portas dos fabricantes e garantir que fazemos o nosso desporto apelativo para eles”.
E como ben Sulayem o pretende fazer? Olhar para os custos. Controlá-los.
“Começamos com carros de rali com um limite de custo de 100.000 euros, mas depois duplica, e não pode. Temos de controlar mais os custos.”. Na teoria, tudo isto é muito bonito, o complicado é fazê-lo. Ainda recentemente fizemos um trabalho com o carro mais baixo da Pirâmide da FIA, o Renault Clio Rally5, mas quando se começa a somar, com aquisição do carro, revisões, peças, uma época de oito provas no CPR facilmente vai muito para lá dos 100.000 euros. Isto se for entre portas, claro. Depois, a fatura depende sempre de muita coisa.











