Continua a contagem decrescente para o Grande Prémio de Abu Dhabi, que irá dar-nos a conhecer os campeões, de Pilotos e Construtores. Neste último, a Mercedes só perde em caso de ‘catástrofe’, mas quanto a piloto não se podia pedir mais: estão empatados, 21 corridas depois, com 369.5 pontos. Quem ficar à frente do outro no top 10 é campeão. Se não pontuarem ou não terminarem ambos a corrida, Max Verstappen tem o primeiro critério de desempate a seu favor. Tem 9 triunfos, face a 8 de Hamilton. O fator de desempate do número de triunfos joga sempre a favor de Verstappen.
Imaginemos que não havia a corrida de Abu Dhabi. Verstappen era campeão porque tinha mais uma vitória.
Se Hamilton for nono (2 pontos) e Verstappen 10º e fizer a melhor volta soma também 2 pontos. Novamente o fator desempate é favorável a Verstappen.
Em todas as posições seguintes na corrida nunca será necessário o fator desempate (25, 18, 15, 12, 10, 8,6,4,2,1)
Como se percebe, há uma situação em que Hamilton pode terminar Abu Dhabi na frente de Verstappen na corrida e perder o título…
Difícil passagem de testemunho
Poucos duvidam que se tiver carro para isso, Max Verstappen será o ‘herdeiro natural’ de Lewis Hamilton, mas se há uns anos Hamilton parecia estar a aceitar isso com naturalidade, no dia (ano) em que o neerlandês lhe deu a luta que já não tinha desde 2016, as coisas mudaram muito, porque a Mercedes precisou de ir buscar forças que já nem sabia que tinha desde 2014. Mesmo a luta de 2016 foi feita no seio da Mercedes, portanto só este ano se vê Toto Wolff a proferir insultos, a dar murros na mesa e a arrancar headphones.
Até aqui (fim de 2020) Lewis aceitou o crescimento de Verstappen com um sorriso, agora não se podem ver um ao outro. Curiosamente, Max Verstappen está a fazer o que o pai Jos Verstappen lhe ensinou: ser frio e impiedoso. Lewis Hamilton veio de um meio bem mais pobre e teve de trilhar muito caminho.
Já este ano, as coisas começaram acirradas, mas moderadamente calmas, no Bahrein, mas quando chegamos a Silverstone e depois a Monza, o conflito escalou muito. Dois casos, duas culpas repartidas. Nada mais foi igual a partir daí. O GP do Brasil mostrou que ninguém iria tirar o pé e na Arábia Saudita foi o cúmulo. A história é recente, não é preciso ser recordada.
Agora, nem olham um para o outro. A troca de acusações continuou ainda com os motores desligados, na conferência de imprensa. Amanhã já há pista, mas as coisas só vão aquecer no sábado, durante a qualificação.
A corrida de domingo, não é para cardíacos. Quem marcar pelo menos mais um ponto que o outro ganha. Em caso de terminarem empatados, como estão, ganha Verstappen, porque tem mais triunfos. Vamos ver como acaba…









