Recordando o que vários pilotos afirmaram ontem, não houve nenhum resultado prático no final do briefing de sexta-feira com o Diretor de Corrida, Michael Masi, numa altura em que os intervenientes pediam clareza nas decisões dos comissários. Toto Wolff avisa que depois do sucedido no Brasil e a rejeição do pedido da Mercedes em rever o incidente entre Lewis Hamilton e Max Verstappen, pode abrir um precedente perigoso, já que os pilotos podem usar um tipo de condução “suja”.
“Na minha opinião, o que diz é simplesmente podes alargar a trajetória numa curva e destruir o outro carro fora de pista”, disse Wolff à Sky. “E isso pode obviamente levar a uma condução bastante mais suja a partir daqui. O que eu disse a alguns dos interessados é que não queremos ter uma situação confusa amanhã, na Arábia Saudita ou em Abu Dhabi, porque isso seria muito mau”.
Os dois pilotos da equipa têm a mesma opinião de Wolff, mas Christian Horner não pensa que isso vá acontecer. Também Laurent Mekies da Ferrari, duvida que os dois pilotos da Scuderia vão alterar a sua abordagem nas manobras de ultrapassagem, embora Carlos Sainz tenha levantado algumas dúvidas logo após o GP do Brasil. “Penso que não irão abordar de uma forma muito diferente em comparação com o que foi feito no passado”, disse Mekies, citado pelo The Race. “Vai ser sempre difícil, quando os carros estão lado a lado, alguém julgar e descobrir se está em risco ou se exagerou. Não creio que tenham dúvidas sobre como proceder em relação ao que estavam a fazer até ontem”.









