João Ramos chegou ao final do primeiro dia da Baja Oeste de Portugal, líder com 3:17.9s de vantagem sobre o segundo classificado, tendo sido também o mais rápido do Prólogo, mesmo tendo algumas críticas sobre o trajeto escolhido para os primeiros 7.23km de prova.
“Apesar de ter vencido, no Prólogo fui com muitas cautelas, eu e toda a gente com certeza, porque o Prólogo era muito ‘manhoso’. É um Prólogo que eu nem sequer queria repetir, porque, para mim, foi desenhado para SSV’s, que são mais leves, têm uma capacidade de amortecedores que permite andarem naqueles locais. Os nossos carros tão pesados e com todas as características técnicas que têm, potência e afins, não é nada agradável. Enfim, foi bom, ganhei mas não gostei. Relativamente ao setor, gostei muito, exatamente o oposto. Muito técnico, muita condução nos pinhais, muita curva e contracurva, muita preparação de uma para outra. Leva-nos a ter um ritmo, temos é que encontrar o ritmo e eu consegui encontrá-lo e depois consegui estar sempre a ganhar grande vantagem em relação aos nossos adversários e fiquei realmente a perceber que é este registo. Podia ter baixado de ritmo, mas mantive a toada por uma questão tática, para conseguir terminar com mais de 2 minutos – e foi bom porque terminamos com três minutos de vantagem – o que nos dá uma vantagem muito grande para amanhã, na medida em que arrancamos 2 em 2 minutos e ter 3 minutos de vantagem, só se me passarem no terreno é que é possível ganhar-me à prova”, explicou o piloto da Hilux depois do setor seletivo.










