Na sua habitual coluna de opinião semanal no website da F1, Ross Brawn abordou as incidências da mais curta corrida da disciplina. O britânico é da opinião que a atribuição de metade da pontuação, é a recompensa pelo desempenho na sessão de qualificação de sábado.
“Metade dos pontos foram atribuídos. Não é o ideal, mas se não se pode recompensar os pilotos pela corrida, recompensá-los pela bravura na qualificação. Uma volta como George Russell fez na qualificação, na ausência de uma corrida completa, deve ser recompensada. Como digo, não é o ideal, mas é onde estamos. O clima simplesmente não estava do nosso lado no domingo.”
Brawn abordou ainda o desempenho de George Russell, que foi um dos poucos pontos positivos do fim de semana. Para Brawn, o piloto britânico fez lembrou-o de Fernando Alonso em Spa aos comandos de um Minardi. Russell merece o lugar na Mercedes para 2022, escreveu ainda o diretor da F1.
“Todos sabemos que George Russell tem um talento fantástico. Vimo-lo muitas vezes na Williams, e vimo-lo ampliado na Mercedes, quando ele substituiu Lewis Hamilton no Grande Prémio de Sakhir no ano passado. O desempenho de George lembrou-me muito Fernando Alonso, quando conduziu num circuito de Spa húmido pela Minardi em 2001. Foi muito impressionante, num carro que claramente não estava à altura do trabalho. Nessas condições, o rácio piloto/carro muda – e vimos isso com George no sábado. Não tem um carro da primeira linha, mas naquelas condições complicadas da qualificação, atropelou pilotos com carros muito melhores do que o seu. Na minha opinião, há apenas uma decisão para a Mercedes no próximo ano, no que diz respeito ao segundo lugar.”











Foi mau e ponto.
Já se viram muitos eventos serem cancelados, após a morte em pista de alguém em pista. Excepto na F1. É essa a recompensa pela bravura.
Valia mais estar calado- Assumir que deram os pontos pela qualificação demonstra a geometria variável das regras. Demonstra também, tal como algumas facilidades, que querem dar um prémio, quase póstumo, ao esforço da Honda nos últimos anos.
Com todo o respeito que tenho por Ross Brawn enquanto projetista, estas suas declarações não passam de pura demagogia, próprias de qualquer político rasca, mas impróprias de quem como Brawn é uma voz forte na F1. Duas voltas atrás de um safety car em ritmo de passeio não são nem nunca foram uma corrida! E se querem que as qualificações sejam premiadas, que atribuam pontos específicos em todas as corridas para esse efeito. Mas em todas e não só nas que lhes dão jeito! Ponto. O resto é paleio de charlatão!