Numa prova com sete setores seletivos, ao cabo do sexto, a dupla Hołowczyc / Kurzeja (Mini John Cooper Works Rally) lidera com um avanço de 09: 12,1s face a Al Rajhi / Orr (Toyota Hilux Overdrive) com Beneditkas Vanagas e Filipe Palmeiro (Toyota Hilux) em terceiro a 13: 42,8s. Grande prestação dos homens da South Racing, Alexandre Ré/Pedro Ré, que no BRP Can-Am Maverick T4 FIA são sétimos da geral a 31m54s dos líderes.
Quanto ao restante contingente português, 18º para Filipe Nascimento/Paulo Torres (DPR By PRK Sport 002 T3), com Pedro Dias da Silva/José Sá Pires (Ford Ranger EXR Proto T1) no 23º lugar. Ainda na PRK Sport Rally Team/Team Consilcar, Edgar Condenso/António Serrão (Ford Ranger EXE Proto T1) ficaram ontem pelo caminho com problemas na embraiagem do Ford Ranger). Num evento onde a equipa fez a sua estreia, imprimindo um ritmo consistente num contexto de total descoberta. Edgar Condenso e António Serrão iniciaram com um 9º lugar na categoria T1, 20º da geral, nos 7.33 quilómetros de Prólogo, disputados na sexta-feira. “Foi um desafio atípico. Um percurso desenhado numa base militar, extremamente duro, com bastantes regos, inclinações, um traçado bem mais ao jeito de trial que de TT. A nossa preocupação foi levar o carro até ao fim, evitando armadilhas”, começou por afirmar o piloto.
Ontem, estava reservada uma dupla passagem por um traçado de 184.05 quilómetros. No secção da manhã, Edgar Condenso e António Serrão começaram por estabelecer um andamento regular ao volante da Ford Ranger, mantendo-se em prova mesmo após os problemas de embraiagem registados a partir do quilómetro 70. No entanto, e apesar do espírito de resiliência da dupla, o abandono acabaria por acontecer ao quilómetro 148 do primeiro de dois Setores Seletivos. “Fizemos os possíveis, mas de facto não deu para continuar”, frisou o piloto. Neste contexto, Edgar Condenso sublinha o contentamento com esta participação: “Apesar do abandono prematuro, fica um balanço positivo desta experiência. A prova é espetacular, com um percurso bastante equilibrado entre zonas rápidas e mais sinuosas, desenhado em terreno florestal e com piso arenoso. Foi um prazer competir aqui e a ideia é, se possível, seguramente voltar”, acrescentando: “Aprende-se muito com o desconforto de enfrentar o desconhecido, e foi exatamente isso que fizemos aqui, perante um leque de adversários de renome mundial. Os imprevistos fazem sempre parte do desporto, sabemos isso perfeitamente, mas esta presença valeu cada quilómetro.”
FOTO Baja Polónia










