Muito se tem falado da potência do motor Honda nas últimas semanas. Como já explicamos antes, pode-se dever ao novo mapeamento da unidade motriz, que aumentando a fiabilidade da mesma, a Honda pode ter encontrado mais 14 CV de potência, sem cometer nenhuma ilegalidade.
Outro ponto focado na Áustria, é o lubrificante do fornecedor da equipa, a ExxonMobil, que foi alterado e pode ajudar a unidade motriz da Honda a funcionar melhor.
Em declarações ao site motorsport.com, o gestor da ExxonMobil, Tomek Young, surpreendeu-nos, afirmando que a sua organização foi buscar alguma inspiração para encontrar soluções à indústria dos cosméticos.
“A indústria cosmética oferece muitos componentes únicos de origem natural e tivemos de avaliar uma gama de produtos semelhantes antes de selecionar os melhores. Estes novos componentes foram incorporados, uma vez que se descobriu que oferecem muitos benefícios, incluindo interações mais fortes com superfícies metálicas e menor atrito, ajudando a fornecer máxima potência ao mesmo tempo que oferecem proteção e eficiência do combustível.Estes benefícios traduzem-se também, na capacidade de fazer funcionar o motor numa gama mais vasta de condições de funcionamento”.
Esta ideia “out of the box”, não é de agora. Young disse ao mesmo website, que já trabalhavam nesta nova composição química há alguns anos, até porque como os regulamentos limitam atualizações na unidade motriz, o lubrificante torna-se ainda mais importante.
“Alguns elementos da composição química do nosso novo óleo de motor são um afastamento daquilo com que normalmente formularíamos num produto.O que era um tiro no escuro há alguns anos atrás – uma visão de um óleo de motor de baixo conteúdo de cinzas, alta temperatura e baixa fricção que incorpora componentes biológicos tornou-se realidade este ano, graças aos esforços de toda a nossa equipa, em colaboração com a Honda e a Red Bull. Acreditamos que esta nova plataforma irá oferecer-nos oportunidades para o futuro. Embora o próprio óleo possa parecer, à primeira vista, ser bastante inconsequente para a velocidade máxima de um carro de F1, ao abrigo dos regulamentos atuais que limitam a utilização da unidade motriz, é na verdade muito importante.”
É caso para dizer que NÂO é o Red Bull que dá asas… o creme da cara dá asas à Red Bull.









