Ott Tänak terminou o primeiro dia do Rali de Portugal seis segundos na frente de Elfyn Evans. A Hyundai chegou a ter três carros nos lugares do pódio, durante a manhã, mas uma saída de estrada de Thierry Neuville em Mortágua e um erro de Dani Sordo – deixou o carro ir abaixo num gancho – levaram a que o dia da Hyundai tenha terminado bem menos sorridente do que estava a meio. Ainda assim, o estónio superou um dia algo complicado para liderar o Vodafone Rally de Portugal.
Tänak venceu o troço de abertura da prova, mas esteve constantemente a queixar-se que o carro não estava como pretendia. Um furo da parte da tarde relegou-o para trás de Thierry Neuville, antes de recuperar a posição devido aos dramas tardios dos seus dois colegas de equipa. Os esforços de Thierry Neuville e do co-piloto Martijn Wydaeghe para reparar o carro foram em vão.
Tanak, demorou a encontrar o ritmo, mas está agora bem posicionado para repetir o que fez em 2019 nesta prova, com a Toyota, vencer: “foi um dia exigente, tanto que aconteceu. Estou ansioso por um pouco de descanso antes de recomeçarmos amanhã. Não estava a funcionar bem esta manhã, foi um pouco como uma luta, não natural”.
A gestão dos pneus foi crucial. As borrachas macias da Pirelli eram a opção preferida para as superfícies arenosas desta manhã, antes dos pneus duros entrarem em jogo esta tarde, quando os troços estavam mais duros para as segundas passagens. Evans sentiu falta de confiança, uma vez que os pneus macios deixaram os Toyota Yaris WRC algo instáveis. Fugiu dos problemas e saltou de quarto para segundo depois dos problemas de Sordo e Neuville, terminando o dia a seis segundos de Tanak e três segundos na frente de Sordo.
Takamoto Katsuta teve um dia muito positivo, o japonês melhora a olhos vistos, e aproveitou bem o seu melhor dia no WRC para se manter em quarto no seu Taoyta Yaris WRC, à frente de Sébastien Ogier.
Ogier, líder do campeonato, chegou a estar a mais de 40 segundos da frente no sétimo lugar, depois de ter lutado com pouca aderência e a estrada muito suja de manhã e em parte da tarde, mas o tempo mais rápido em Mortágua foi o culminar duma recuperação, ‘ajudada’ pelos problemas dos homens da Hyundai, que promoveram Ogier à quinta posição, a 24.0s da frente, portanto, pronto para atacar a partir duma melhor posição de partida amanhã.
Foi um Kalle Rovanperä sem brilho que marcou presença hoje em Portugal. O jovem finlandês foi inicialmente perturbado pela subviragem do Yaris WRC, mas ajustou o carro e ganhou um troço de tarde, antes que problemas com os pneus o obrigassem a recorrer à borracha macia usada.
Um furo custou 45 segundos a Gus Greensmith, mas o britânico esteve hoje como há muito não se via no WRC. A posição não mudou muito, mas a exibição foi bem melhor do que o habitual.
O seu companheiro de equipa, Adrien Fourmaux é oitavo depois de ter perdido mais de 30s com um pião e um furo em Mortágua. Deixou bons apontamentos, tendo andado bastante bem em vários troços, para quem se estreia de World Rally Car na terra.
Quase metade da distância competitiva do rali está prevista para amanhã, sábado. Dois loops idênticos de três troços na Serra da Cabreira e em Amarante.












