Há 27 anos, em Ímola, morria um dos maiores talentos da F1, um ícone do desporto mundial e um dos mais carismáticos pilotos da história. Ayrton Senna deixou uma marca ímpar, esgotou adjetivos e escreveu uma das mais bonitas histórias deste desporto.
Os momentos geniais, as lutas acesas em pista, a feroz guerra com Alain Prost… uma coleção inolvidável de lembranças que hoje, no aniversário da sua morte, são recordados um pouco por todo o mundo. Sobre Ayrton Senna já tudo se escreveu, mas certamente poderá voltar a ser escrito, pois dificilmente nos cansamos de recordar a sua postura dentro e fora de pista, de analisar a complexidade da sua personalidade, de admirar o seu talento. Senna foi único, mágico e fez-nos apaixonar um pouco mais por este mundo da F1.
Há 27 anos, na Grã- Bretanha, um jovem piloto chorava a morte do seu herói. Tal como muitos naquele dia, viu partir o seu ídolo, a sua inspiração. Um jovem que, seguindo os ensinamentos de Senna, se foi destacando nos karts subindo degrau a degrau, a íngreme escada do automobilismo, tornando-se no piloto mais bem sucedido da história da F1… Lewis Hamilton.
Em 27 anos cabe muita história e a de Hamilton é também digna de ser contada, pelo esforço necessário para iniciar a sua carreira, pelo talento que mostrou em pista e por se ter tornado num dos maiores nomes da história do desporto mundial, batendo recordes que poucos pensavam serem possíveis de bater.
A história por vezes escreve-se com coincidências que nos fazem ponderar se serão apenas isso mesmo. E em Portugal poderemos ver mais um desses momentos. Portugal, que se tornou numa espécie de segunda pátria de Senna, o seu porto de abrigo, o mesmo país que foi palco da sua primeira e muito desejada vitória na F1… à chuva, claro está. Foi também em Portugal que o seu maior fã fez história e se tornou no piloto com mais vitórias na F1. Mas hoje podemos ver mais um capítulo desta incrível história a ser escrito.
Ayrton Senna foi um piloto fantástico, mas era especialmente impressionante nas qualificações. A sua velocidade pura, a sua garra e entrega fizeram dele a grande referência nas qualificações, tendo conquistado 65 poles, um número absurdo naquela época. Com o aumento do número de corridas por época e as eras de dominância de algumas equipas, outros nomes se aproximaram do registo do piloto brasileiro. O primeiro a superar a marca de Senna foi Michael Schumacher, terminando a sua carreira com 68. O último rival de Senna foi o primeiro a conseguir ultrapassar o seu registo. Vimos Sebastian Vettel aproximar-se do número mágico (57 poles para o alemão), mas veio a “era Hamilton” que pulverizou todos os recordes, tornando-se no segundo piloto a fazer mais de 65 poles. Mas o britânico não parou por aí, e continuou a colecionar voltas mais rápidas ao sábado. Em Ímola, de forma algo inesperada fez a pole nº99. Hoje, em Portimão, onde se tornou no piloto com mais vitórias, pode fazer a pole nº100. 100, um número redondo mas que diz tanto do que é Hamilton, o homem mais rápido da F1.
Não deixa de ser curioso que Portugal volta a ser palco do que pode ser mais um momento histórico, novamente com a história de Senna em pano de fundo. Hamilton pode ser o primeiro a chegar às 100 poles, no país onde foi o primeiro a chegar às 92 vitórias ( agora 96) no país onde o seu ídolo fez a sua primeira pole e conquistou a sua primeira vitória.










