Carlos Sainz faz questão de passar muito tempo na fábrica das equipas por onde passa. Desta forma tem mais contacto com os engenheiros, com a equipa e vai se inteirando de tudo que se faz, tentando ajudar. Esta postura surpreendeu na Ferrari, pois não estavam habituados a tantas visitas.
“É uma ética de trabalho, ou um método de trabalho, que descobri na McLaren”, disse Sainz à Sky F1. “Mudei-me para o Reino Unido para tentar fazer a minha adaptação à McLaren no primeiro ano, o mais rapidamente possível. No início, a Ferrari não estava habituada a ter o piloto lá tantas vezes e tivemos de encontrar formas de me manter ocupado ou tornar-me útil. Mas depois habituámo-nos a isso e começou a funcionar muito bem”.
Sainz nunca escondeu que pilotar pela Ferrari era um sonho que tinha e que agora se concretizou. Embora admita dificuldades em expressar emoções, tentou explicar o que é ser piloto da Scuderia, especialmente no primeiro dia que experimentou um carro vermelho.
“Não sou muito bom a descrever as minhas emoções e sentimentos, mas posso dizer-vos que se pode sentir como todos os engenheiros e mecânicos sabem que é um dia importante, com os fãs nas vedações, eles tinham faixas a apoiar-me”, recordou ele.
“Isso pareceu-me incrivelmente especial porque de repente percebi que aquele era o momento com que eu sonhava há 15 anos. Os meus ídolos do passado – Schumacher, Alonso, Vettel – todos eles tiveram esse primeiro dia em Fiorano – e eu gostei muito. Quando fui para a cama nessa noite, pude refletir um pouco sobre isso e gostei muito”.










