F1: Ferrari deve começar o ano a “jogar à apanhada”
Ainda não deverá ser este ano – e para o ano tudo recomeça do zero – que a Ferrari iguala o seu monolugar ao da Mercedes. E não é preciso recuar muito no tempo para descobrir um Ferrari mais competitivo. Os Ferrari de 2017 e 2018 eram mais competitivos que o Mercedes, o que se deveu a boas escolhas da Ferrari na forma como interpretou as regras, e concebeu os seus monolugares. Nessa altura, a Mercedes tinha um monolugar mais longo e mais ‘diva’ como lhe chamavam os homens da Mercedes.
Mas a Ferrari, apesar de ter um carro mais competitivo, não conseguia bater claramente a Mercedes, e essa foi uma altura em que se viram corridas bem equilibradas entre a Mercedes e a Ferrari, para já não falar na Red Bull.
Mesmo na altura em que a Mercedes tinha um ‘party mode’ que lhe valia três décimos por volta, a Ferrari conseguia atenuar isso com o chassis.
Mas o bom momento da Ferrari na construção de chassis teve uma forte mudança em 2019, com a introdução de novas regras, com as quais a Ferrari não soube lidar tão bem.
Contudo, em 2019, a Ferrari teve uma grande vantagem no motor. Mas o chassis era bem pior que o dos os seus carros dos dois anos anteriores, 2017 e 2018. E quando chegámos a 2020 e à “goela apertada” do motor imposta pela FIA, a Ferrari viu-se a braços com um chassis que não contava com essa queda abrupta de potência. Os italianos confiaram que tinham potência suficiente para introduzir uma filosofia diferente no carro, mas chegaram a um ponto em que tinham demasiado arrasto e não havia potência para suplantar esse defeito.
Isso explica a época de 2020. Com as poucas mudanças permitidas para 2020, não é crível que as coisas mudem radicalmente, mas com uma unidade motriz nova, com que Mattia Binotto diz já terem recuperado boa parte da velocidade em reta que perderam, se as alterações no chassis resultarem, a Ferrari terá uma época bem melhor que em 2020, mas que ninguém espere que isso chegue para a Mercedes, se os homens de Brackley não se tiverem espalhado ao comprido com o W12, algo que é muito pouco provável.
Em resumo, a Ferrari deve novamente começar o ano atrás da Mercedes e em 2021 dificilmente a ‘agarra’. Quanto à Red Bull logo se verá, os testes que começam sexta-feira já vão ‘dizer’ alguma coisa.
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Francisco Fontaine
10 Março, 2021 at 17:45
Só não concordo que os Ferrari de 2017 e 2018 eram mais competitivos do que os Mercedes. Não em corrida, pelo menos. A Mercedes usava o “party-mode”, o que ajuda a a poupar muito a durabilidade do motor
831AB0
10 Março, 2021 at 18:28
Precisamente. A Ferrari teve 5 vitórias em 2017 e 6 em 2018, contra as 12 e 11, respectivamente, da Mercedes. Penso que é seguro dizer que os Mercedes foram mais competitivos nesses anos.
Frenando_Afondo™
10 Março, 2021 at 19:34
Em 2017 talvez, mas em 2018 o Ferrari era o melhor carro até SPA. O problema é que a equipa Mercedes era bem melhor no desenvolvimento do carro. Isso aliado aos erros de Vettel, erros garrafais da equipa nas estratégias e pitstops mais a competitividade aos altos e baixos de Raikkonen, deu os títulos à Mercedes.
Sem esquecer que Hamilton estava noutro patamar, a sua regularidade e talento destruiu a Ferrari e Vettel nesses anos, sem ele a Mercedes teria perdido os títulos.
Sem estes factores e a Ferrari teria ganho os títulos de pilotos em 2017 e 2018 e os dois títulos em 2018.
Francisco Fontaine
11 Março, 2021 at 9:20
Tenho de discordar que a Ferrari fosse mais competitiva no início do ano, incluindo a corrida de Spa, pois contra as 7 vitórias da Mercedes, a Ferrari só teve 4.
Frenando_Afondo™
10 Março, 2021 at 19:31
Nada de novo, portanto.
jo baue
10 Março, 2021 at 21:54
Lá vem a conversa que a Ferrari tinha o carro mais competitivo, e passando a esponja pelos “truques” usados pela mercedes …..
Korpios
10 Março, 2021 at 23:44
2017 como? Onde? Parti me a rir, 2017 so foi 50 60% da epoca com esperanças porque o Vettel guiou o carro como ninguem para m8m foi o melhor Vettel da Ferrari. Agr a Ferrari nao podia ser campeã o motor mercedes era muito mais potente então em qualificação nao dava hipotese.
2018 é que a história é outra, Vettel esteve mal e tinha carro para ser campeao merito do Hamilton esteve no melhor nivel que para mim alguma vez teve.
Agora 2017 por favor quem escreveu isto nao me façam rir e tambem temos que dar merito ao Vettel em 2017 conduziu como um campeao e isso fez parecer que tinham hipoteses ai sim foi no braço que ele tirava a diferença de potência
Manuel Gonçalves
11 Março, 2021 at 9:57
O Ferrari 2017 e em parte o de 2018 foram competitivos o suficiente para bater os Mercedes, pois enquanto os carros alemâes pontuavam sempre os 2, na Ferrari apenas um (Vettel); quanto ás vitórias, claramente mais importantes, interessa ser regular e nesse campo os 2 Ferrari não o foram o suficiente!… a história já disse que para ser campeão não será necessário vencer muitas provas, embora ajude. Vamos ver este ano.