F1, Christijan Albers: “Adrian Newey está acabado”

Por a 8 Março 2021 11:30

Christijan Albers tem-se tornado num comentador com opiniões algo polémicas. O ex-piloto de F1 vai aos poucos colecionando frases fortes que nem sempre são unânimes para a globalidade dos fãs da F1.

A última tem a ver com Adrian Newey. O génio da Red Bull um dos grandes responsáveis pelo sucesso da equipa foi alvo da avaliação de Albers que o considera… “acabado”, olhando para James Key o atual diretor técnico da McLaren como o seu natural sucessor:

“Adrian Newey está praticamente acabado”, disse Albers à publicação holandesa Formule 1. “Na Red Bull, eles têm de construir para o futuro. Eu vejo Key como o novo Newey”.

“Se ele não receber uma oferta significativamente melhor de uma equipa de topo como a Ferrari, penso que ele vai ficar na McLaren. Estou muito curioso sobre isso. O que pode ele fazer com mais orçamento e pessoas?

Albers trabalhou diretamente com Key em 2006 e 2007, primeiro na Midland e depois na Spyker. Para o ex-piloto, Key não se destaca em todas as áreas, mas em última análise tem tudo o que é necessário para ser um dos grandes diretores técnicos do desporto.

“Key não é duro”, disse o holandês. “Ele precisa de um pouco de orientação. Mas que diferença é que isso faz? É sobre o quão bom o carro é. Penso que ele é um talento, um verdadeiro génio. Ele pode certamente continuar a crescer no seu papel de director técnico”.

Key é claramente um dos melhores diretores técnicos na F1 e o trabalho que desenvolveu na Toro Rosso é a prova disso. A aposta da McLaren foi inteligente e o trabalho desenvolvido até agora mostra que Key pode ser um elemento vital no ressurgimento da equipa, em especial a partir de 2022, com a entrada dos novos regulamentos.

Quanto à afirmação de que Newey está acabado… é certamente a opinião de Albers mas dizer que um dos melhores diretores técnicos da F1 está acabado parece certamente algo rebuscado. 

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9 comentários

  1. Cágado1

    8 Março, 2021 at 12:32

    Confesso que tb tenho muitas dúvidas que o Newey ainda seja o génio que já foi. Foram anos demais a tentar fazer um RB competitivo e não conseguiu. Não me digam que a culpa é só do motor Mercedes ser melhor que os que a RB teve, pois acho que tb o chassis deve ser melhor.
    Provavelmente vamos tirar as dúvidas com os carros de 2022. Se o Newey não se sair com algo diferente para melhor, está na altura da RB repensar o seu departamento de engenharia. Outros, como o Head, o Murray, o Barnard… tb tiveram a sua época, que acabou.

  2. ...

    8 Março, 2021 at 12:45

    O Albers sempre foi um idiota e sempre será! Se o Newey estivesse acabado (que não está como é evidente) era sinal sinal que tinha começado e acabado. A carreira do Albers na F1 acabou mal começou…É só mais um a tentar dar nas vistas com comentários idiotas!

    • Cágado1

      8 Março, 2021 at 13:00

      Que o Albers é um idiota, acho que é um facto indesmentível, mas neste caso acho a dúvida pertinente.

  3. jose melo

    8 Março, 2021 at 13:44

    Como piloto, nem vale a pena perder tempo a comentar. Dava trabalho, e não o merece, tentar perceber como chegou à F1. Tem dito umas coisas que a CS aproveita para transformar em notícias. Até agora, ainda não vi nenhuma das “profecias” concretizar-se. Mas como agora é “jornalista” dá a sensação que é mais um trabalho de classe.
    Voltando a esta idiotice. O Adrian até já tentou sair. Até com a desculpa dos barcos e de outro tipo de carros. E a RB não deixou. Nestas coisas, e considerando que a generalidade dos comentários é feito por pessoas que sabem muito menos que os visados, só há um indicador que fica para toda a vida (goste-se ou não): os números. E os números do Key e do Adrian são? É como comparar os números deste idiota com os do Max: por serem do mesmo País.
    Que comece depressa a F1 para não termos de ler cópias, das cópias, das cópias, etc, tal a falta de notícias. Notícias, não artigos.

  4. Rui Couto

    8 Março, 2021 at 14:53

    Não acho que o Newey tenha perdido o génio. O que acontece é que, hoje em dia, tudo é analisado por super computadores, com uma capacidade de cálculo muito superior ao que acontecia há vinte anos atrás, aliado também ao facto das regras serem extremamente restritivas. Isto faz com que o indíviduo seja muito menos preponderante do que era antigamente, onde se viam soluções técnicas mais ou menos radicais e distintas entre equipas.
    Na minha opinião, se a F1 quisesse mais incerteza e emoção, poderia começar por livrar-se de grande parte da telemetria e das equipas que estão numa sala de comando, tipo NASA, durante as corridas a simular mil e um cenários, para depois chegarem à decisão acertada. Antigamente era tudo muito mais por instinto e aí sim, sobressaíam os melhores e mais experientes.

    • Cágado1

      8 Março, 2021 at 15:14

      A F1 deve ser para a frente, não para trás. Acho muito bem que exista telemetria.
      Quanto às regras demasiado restritivas, estou totalmente de acordo, obrigam os carros a serem todos quase iguais, não se conseguem diferenças com ideias novas, apenas com investimento brutal em vários pequenos detalhes. Cá para mim na F1 regulava-se o motor, peso, medidas de segurança e muito pouco mais. O resto era ver quem era mais criativo.

  5. FormulaTwo+1

    8 Março, 2021 at 15:23

    Newey está acabado? Bom, mesmo que isso fosse verdade, o mesmo não se pode dizer de Christijan Albers… É que quem nunca foi ninguém (como Albers), nunca estará acabado, na medida em que nada tem para acabar!

  6. Frenando_Afondo™

    8 Março, 2021 at 19:38

    Outro Villeneuve de pacote que gosta de dizer coisas “polémicas” para se sentir relevante. lol

  7. João Pereira

    14 Março, 2021 at 3:13

    Este senhor comenta como pilotava, ou seja: é uma tragédia que nem chega ao fim do primeiro acto.
    Primeiro há que ter em conta que os regulamentos de hoje limitam tanto a liberdade do engenheiro, que já não permite grandes golpes de génio. Newey há uma boa dezena de anos que se queixa disso, e só não foi ainda para casa, porque a RB acedeu a dar-lhe tempo para projectar um barco para a Américas Cup, e o Aston Martin Valkyrie, e disse recentemente, que com os novos regulamentos que se aproximam, talvez o engenheiro encontre mais motivação, uma vez que se vai começar de folhas em branco. Mas agora digo eu, ao fim de 3 ou 4 anos o conceito já vai estar esgotado novamente e lá volta o tédio para o Newey.
    Key há já muitos anos que mostra o que vale com poucos meios, mas não sei se será aquele director técnico ao nível de Newey ou de James Alison

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