Quando há nove, quase dez meses nos enclausurámos todos devido à chegada do vírus em força à Europa, a reação foi a devida e, pelo menos em Portugal, as coisas nunca estiveram muito dramáticas. Infelizmente, noutras latitudes as coisas foram bem piores, por exemplo logo aqui ao lado em Espanha. Por cá, e no resto da Europa, para não dizer, do mundo, adiaram-se e cancelaram-se provas, aprendemos a viver com o vírus e a ter competições a funcionar, mas quem apontava para um ano de 2021 ‘normal’ esqueça lá o assunto, pois pelo menos a primeira parte do ano vai ser mais do mesmo, com a agravante dos números serem agora bem piores. É verdade, há vacina, e com ela esperança que tudo termine mais rapidamente, mas não pense muito nisso para estes primeiros meses. O Rali da Suécia já foi, o Monte Carlo está em sério risco, o arranque da F1 na Austrália, idem aspas. Tudo o que for citadinos, esqueçam, a Fórmula E, por exemplo, só com uma solução ‘Berlim’, ou porque não, Portimão. Contem com uma parte do ano com alguns problemas. Seja como for, o planeamento já terá de projetar essa possibilidade. Tenho a certeza que em Portugal, se vão arranjar soluções. Na velocidade/pistas não houve muitas crises, nos ralis e TT foi mais complicado, por motivos óbvios, provas “na rua” mas conseguiram-se campeonatos dignos, que a ninguém envergonharam. Já estamos no novo ano, mas os velhos problemas não desapareceram. Precisamos de alguma paciência, mas o nosso desenrascanço está cá todo. Um Bom Ano a todos!












