A Fórmula 1 não deverá ser afetada pela situação na Inglaterra, com o país a iniciar quatro semanas de confinamento a partir da próxima quinta-feira.
Perante a pandemia mundial do coronavírus, a Fórmula 1 e todo o pessoal presente nos Grandes Prémios está a cumprir um regime rigoroso de testes à COVID-19, com testes antes das viagens e nas 24h após a chegada aos circuitos. Mesmo assim, na Inglaterra temia-se que as novas medidas impostas poderiam afetar as sete, das 10 equipas, do pelotão da Fórmula 1 que estão sediadas no país, bem como muitos dos seus trabalhadores e colaboradores. Mas, apesar do confinamento anunciado ontem pelo Primeiro-Ministro britânico Boris Johnson, as viagens por razões profissionais continuarão a ser permitidas, o que inclui a Fórmula 1.
O chefe de equipa da Mercedes Toto Wolff, cuja equipa é uma das sete sediadas naquele país, minimizou quaisquer receios do impacto das crescentes restrições na Europa, afirmando ao the-race.com que “os confinamentos que vemos agora na Europa são muito diferentes dos confinamentos que aconteceram na primavera. Penso que desta vez, pelo menos do que podemos ver na França e na Alemanha, o acesso a restaurantes e locais de lazer foi interrompido ou foi introduzido um recolher obrigatório, mas ir trabalhar ainda é permitido para aqueles que precisam de ir trabalhar. Sei que vai haver um impacto nas nossas vidas e na indústria, mas temos de encontrar uma forma de dar a volta”.
“Não sabemos se vamos correr todas as corridas que restam, porque a saúde está em primeiro lugar. Está nas mãos das autoridades sanitárias dos países que estamos a visitar aceitar as corridas e receber-nos. Se decidirem que é um risco demasiado grande, então obviamente não podemos correr lá. É assim que funciona o processo de tomada de decisão”.












