Em causa estão algumas declarações de Vitaly Petrov a uma publicação russa, que por sua vez criticava a postura de Lewis Hamilton em relação ao movimento Black Lives Matter. Na mesma entrevista à publicação Championat, Petrov lançou farpas à F1 por, segundo o mesmo, “incitarem todos a serem gays” devido ao uso do logótipo do arco íris nos carros.
Lewis Hamilton é um dos maiores apoiantes do movimento anti-racismo BLM dentro do paddock da Fórmula 1 e tem instado os seus colegas de profissão a fazerem o mesmo. Tem sido muito criticado pela sua postura, mas em igual medida, apoiado, isto dentro e fora da “família” da F1. Vitaly Petrov foi apenas mais um que o criticou diretamente, pelo uso da t-shirt que usou no pódio em Mugello e tendo afirmado que o britânico encoraja outros pilotos a ajoelharem-se em forma de protesto contra o racismo, o conhecido “take a knee”
Tendo Petrov sido escolhido para o painel de comissários do GP de Portugal, Lewis Hamilton diz-se surpreso. “Não li todas as citações – obviamente acabaram de citar algumas delas. Mas, sim, é claro, diria que é uma surpresa que contratem alguém que tem essas crenças e é tão vocal sobre coisas contra as quais estamos a lutar. No entanto, temos que os aceitar, não posso fazer nada em relação a isso.”
Tendo a F1 criado a iniciativa #WeRaceAsOne desde o inicio do ano, querendo unir o paddock na luta contra as desigualdades e na inclusão dentro do desporto, Hamilton estranha ainda mais esta escolha nesta altura.“Realmente, não percebo qual é o objetivo ou o porquê desta escolha de ele estar aqui. Não é por não terem outras melhores opções.”
Vitaly Petrov foi piloto F1 entre 2010 e 2012 tendo competido pela Renault e Caterham, tendo saído para o DTM logo após a carreira na F1 ter terminado.









